
Atualizada às 10h33 Ashley Alexandra Dupré era, até esta semana, uma desconhecida com poucas possibilidades de conseguir seu sonho de ser uma estrela do mundo pop, mas, graças à Internet, a popularidade da jovem está aumentando, após ser pivô do escândalo que afastou o governador de Nova York, Eliot Spitzer, do seu cargo.
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Mais de 5 milhões de pessoas já visitaram o perfil de Ashley no MySpace e no Facebook, as principais redes sociais da Internet, e os temas desta candidata a cantora são acessadas por milhares na rede e até começam a tocar em cadeias de rádio.
Segundo a investigação judicial, Spitzer contratou várias vezes os serviços de Dupré, conhecida como "Kristen" no sumário, através da agência de prostituição de luxo Emperor's Clube VIP.
Até sua identidade ter sido revelada pelos meios de comunicação na quarta-feira, Ashley era só uma jovem de 22 anos com um passado difícil, com o desejo de chegar longe como cantora e pouco sucesso até o momento.
"Aos 17 saí de casa", explica em seu perfil no Facebook. "Deixei uma família com problemas, deixei os abusos. Fui embora e aprendi o que é ter tudo e perder várias vezes", diz Ashley.
Salvo algumas canções em páginas para artistas independentes na Internet e uma aparição no vídeo do rapper Mysterious, a carreira musical de Ashley não tinha decolado.
Hoje, quase 300 mil pessoas escutaram suas canções "What You Want" e "Move Ya Body" - músicas ao estilo Britney Spears - no site Aime Street, que permite aos autores ficar com o valor de 70% das vendas.
O preço de cada canção é determinado pela sua popularidade. As de Ashley eram vendidas por menos de US$ 0,20, mas hoje são as duas mais vendidas da semana e estão a US$ 0,98, quase o que custa descarregar uma canção de artistas famosos no portal iTunes, a loja online da Apple.
Segundo a imprensa americana e os fãs de Ashley no Facebook, as canções da jovem estão começando a tocar em estações de rádio independentes em lugares como Los Angeles.
Algumas das principais revistas masculinas dos EUA também mostraram um grande interesse por Ashley. "Gostaríamos de tê-la em nossa revista e estamos considerando, inclusive, oferecer a ela a capa", disse Diane Silberstein, presidente e editora do grupo Penthouse Magazine, à imprensa americana.
"Dupré vai receber tantas ofertas que tomara que consigamos simplesmente chegar a sua porta", disse o editor da revista Hustler, Larry Flynt. "Sem dúvida escreverá um livro e provavelmente fará um filme", acrescentou.
Anteriormente, outras mulheres envolvidas em escândalos sexuais com políticos tentaram aproveitar o auge da popularidade, mas o sucesso foi quase sempre efêmero.
Após suas relações com o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, Gennifer Flowers escreveu um livro e Monica Lewinsky apresentou um programa de televisão.
Hoje, estes dois nomes caíram praticamente no esquecimento. Ashley demonstrou até agora ter um bom olfato para as relações públicas em meios eletrônicos e em menos de 24 horas limpou seus perfis no Facebook e no MySpace para eliminar conexões com amigos e mensagens privadas.
A jovem deixou na rede só suas fotos mais sexys e chamativas. Na manhã desta sexta-feira, substituiu a foto de seu perfil do Facebook - uma inocente imagem na qual parecia uma simpática estudante universitária - por outra mais atrevida, insinuando que ela está totalmente nua, "vestindo" apenas um colar de pérolas.
As reações de seus fãs, quase todos masculinos, nesta rede social na Internet não demoraram, e o número de "admiradores" da jovem saltou de 85 para mais de 120 em apenas duas horas.
EFE
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Reprodução
Após o escândalo, Ashley já apareceu seminua em um jornal americano
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