Eleições nos EUA

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Eleições nos EUA

Entenda melhor as eleições e o que está em jogo

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não deixará o cargo até 20 de janeiro de 2009, mas a corrida para sucedê-lo está a todo vapor. Políticos dos dois principais partidos - Democrata e Republicano - estão competindo pela indicação a candidatos oficiais.

» Tire dúvidas sobre o processo eleitoral

Desta vez, o processo de escolha começa neste dia 3 de janeiro - mais cedo do que em ocasiões anteriores. Entenda esse processo e como funciona a corrida para a Casa Branca.

Quando é o pleito?
O 44º presidente dos Estados Unidos será eleito no dia 4 de novembro de 2008. Ao mesmo tempo, ocorrem eleições para renovar totalmente a Câmara dos Representantes e um terço do Senado.

Quem concorre?
Pela primeira vez desde 1928 a disputa não conta com a participação do atual presidente nem do seu vice - George W. Bush não pode concorrer a um terceiro mandato, e seu vice, Dick Cheney, não se apresentou como pré-candidato.

No lado democrata, três candidatos lideram a disputa:
* Hillary Clinton, mulher do ex-pesidente Bill Clinton
* John Edwards, vice da chapa de John Kerry em 2004
* Barack Obama, senador negro por Illinois

No lado republicano, a disputa é ainda mais ampla. Lideram as pesquisas de intenção de voto:
* Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York
* Mike Huckabee, ex-governador de Arkansas
* John McCain, senador pelo Arizona
* Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts
* Fred Thompson, ator e ex-senador

Pesquisas de opinião têm mostrado uma grande volatilidade na popularidade dos candidatos entre os membros de seus partidos na corrida pela indicação oficial, que começa no Estado de Iowa, em 3 de janeiro.

Qual o partido com maior chance de vitória?
A maioria das grandes pesquisas de opinião "decididamente favorece" os democratas, de acordo com avaliação divulgada em outubro pelo Pew Research Centre.

Segundo o centro de pesquisa, "o decontentamento com o estado da nação é claramente maior do que era há quatro anos. O índice de aprovação do presidente George W. Bush caiu de 50% para 30% neste período. E a vantagem dos democratas sobre os republicanos em filiação partidária não apenas é substancialmente maior do que há quatro anos, mas também é a mais alta registrada nas duas últimas décadas".

Mas se os democratas vão escolher um candidato que poderá explorar essa vantagem é uma outra questão. Muito depende das habilidades e da personalidade dos candidatos, e de como eles lidam com os desafios que enfrentarão durante a campanha eleitoral.

Quais são os principais temas até agora?
No âmbito nacional, as pesquisas indicam que os eleitores consideram a situação no Iraque, economia, assistência médica, educação, empregos e segurança nacional as questões que mais lhes interessam.

Mas isso varia de Estado para Estado. A imigração é um assunto importante e polêmico em algumas partes do país.

Questões sociais como aborto, pesquisa com células-tronco e casamento entre homossexuais parecem ter menor importância para os eleitores do que a esta altura na eleição de 2004.

Como um candidato consegue a indicação de seu partido?
A maioria dos Estados realiza eleições, conhecidas como primárias, para determinar quais os candidatos que preferem dos dois principais partidos. Outros usam um procedimento um pouco diferente que envolve reuniões públicas que são chamadas de prévias ou cáucus.

Em ambos os casos, a conseqüência é que o Estado enviará um certo número de delegados comprometidos em apoiar um candidato determinado, na convenção do partido em agosto ou setembro de 2008. Estados maiores têm mais delegados.

O candidato com o maior número de delegados será indicado para concorrer à presidência dos Estados Unidos por seu partido. Os postulantes mais populares tendem a se tornar conhecidos logo no início da temporada de primárias. Neste ano os candidatos vencedores deverão ser conhecidos já em fevereiro.

O que acontece entre as primárias e a votação?
Os democratas deverão realizar sua convenção no Estado do Colorado no final de agosto. Os republicanos programaram a sua para Minneapolis em meados de setembro.

Os candidatos presidenciais participarão de debates na TV no dia 26 de setembro e 7 e 15 de outubro. Também haverá intensa campanha em Estados considerados importantes.

O candidato que obtiver maior número de votos ficará com a presidência?

Não necessariamente. Os eleitores, tecnicamente, não participam de uma eleição direta do presidente. Eles escolhem "eleitores", que compõem o Colégio Eleitoral, que prometem apoiar um determinado candidato. São esses escolhidos que na verdade elegem o presidente. Há 538 deles, e os Estados mais populosos têm mais "eleitores" do que os Estados pequenos.

Em quase todos os Estados o vencedor do voto popular leva todos os votos do colégio eleitoral daquele Estado, mesmo que a vitória seja por uma margem muito pequena.

Então pode acontecer de um candidato acabar com mais votos no Colégio Eleitoral do que seu rival, mas com uma parcela nacional menor do voto popular.

Quais são os Estados cruciais?
Nos últimos anos, a tendência tem sido que a maioria dos Estados nas costas leste e oeste do país votam nos democratas e a maioria dos demais, nos republicanos. Mas há vários Estados que podem pender para um lado ou outro. Entre eles estão: Flórida, Ohio e Pensilvânia (cada um com 20 ou mais votos no colégio eleitoral), e também Arizona, Colorado, Iowa, Missouri, Novo México, Nevada, Tennessee, Virgínia e Wisconsin.

Pode haver um terceiro candidato forte desta vez?
O potencial candidato forte de um terceiro partido seria o bilionário Michael Bloomberg, que é prefeito de Nova York. Mas ele nega que tenha a intenção de concorrer. Também é possível que um dos concorrentes à indicação republicana, Ron Paul, acabe lançando uma candidatura independente.

Um terceiro candidato pode fazer diferença mesmo que não seja eleito presidente. É que ele pode roubar votos de um ou dos dois candidatos dos principais partidos.

BBC Brasil

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