IFJ condenação restrições à imprensa no Irã

13 de julho de 2009 • 14h21 • atualizado às 14h42

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, em inglês) condenou nesta segunda as recentes restrições à imprensa no Irã e lamentou o assédio, a manipulação e a censura sofridos por esses profissionais no país.

"Há provas de uma forte pressão sobre os jornalistas independentes", afirmou a organização, em comunicado, no qual ressaltou que inclusive alguns donos de meios de comunicação ameaçam os empregados que se negam a seguir a "linha oficial".

Segundo o secretário-geral da IFJ, Aidan White, há jornalistas que estão sendo detidos, despedidos ou forçados a se demitir por defender o jornalismo ético.

A Associação de Jornalistas Iranianos (AoIJ, em inglês) afirma que 39 profissionais que trabalhavam para a agência de notícias Fars, de caráter conservador, perderam o emprego nas últimas semanas por causa de conflitos com a direção em questões relacionadas à linha editorial.

A IFJ também denunciou a detenção de três jornalistas em 23 de junho, e 8 e 10 de julho, e a tentativa do Governo do Irã de controlar o conteúdo e o fluxo da informação desde as eleições presidenciais do mês passado.

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