Irã julgará 500 presos nos protestos contra eleições no país

08 de julho de 2009 • 18h54 • atualizado às 19h15

O Irã julgará 500 das 2.500 pessoas que foram presas durante os enfrentamentos e protestos realizados contra os resultados das eleições presidenciais do dia 12 de junho, que reelegeram o presidente Mahmoud Ahmadinejad, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais.

"A Procuradoria Geral aceitou os casos de 500 de detidos que ainda se encontram em prisão", explicou à imprensa o deputado Mohamad Reza Tabesh, quem se reuniu hoje com o Procurador-Geral do Estado, Qorban Ali Dori Najafabadi.

O parlamentar detalhou que "os casos serão transferidos aos juizados para que possam realizar uma investigação completa dentro do marco legal". Alguns casos poderiam ser julgados pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional, advertiu Tabesh, em declarações à emissora PressTV.

Najafabadi afirmou que das 2.500 pessoas presas nas últimas duas semanas "um total de 2 mil já foram colocadas em liberdade", muitas delas depois de pagar uma fiança. Horas antes, o chefe da Polícia Nacional iraniana, Ismail Ahmed Moghadam, tinha anunciado a libertação nas próximas 48 horas de 100 pessoas presas durante as três semanas de enfrentamentos e protestos.

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