Polícia iraniana anuncia libertação de quase 100 detidos

08 de julho de 2009 • 13h05 • atualizado às 14h06

A polícia iraniano libertará cerca de 100 pessoas detidas durante as quase três semanas de distúrbios e protestos ocorridos após a polêmica reeleição do presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, no pleito de 12 de junho.

Em declarações à agência oficial iraniana de notícias Irna, o chefe da Polícia Nacional, Ismail Ahmadi Moghadam, disse que "quase 100 pessoas serão libertadas nas próximas 48 horas".

Moghadam revelou na semana passada que 1.032 pessoas foram detidas em Teerã durante as semanas de protestos. Segundo ele, dois terços desse total já foram libertados.

No entanto, diferentes associações de defesa dos direitos humanos garantem que ainda restam mais de mil pessoas detidas em todo Irã.

A notícia coincidiu hoje com um pedido da Frente Islâmica de Participação, uma das principais plataformas reformistas do Irã, para a libertação dos membros do grupo detidos durante o último mês.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira em seu site, o grupo reivindica a libertação dos que não tenham acusações contra si e expressa sua preocupação pelo estado de saúde de alguns dos detidos.

Entre os detidos se encontram figuras do reformismo iraniano como o ex-vice-presidente Mohammad Ali Abtahi e os jornalistas Maziar Bahari e Saeed Hajjarian, sendo que este último estaria doente.

Na quarta-feira, o ex-presidente iraniano Mohamad Khatami e os dois candidatos reformistas derrotados, Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karrubi, pediram a libertação dos detidos e o fim das "medidas extremas de segurança".

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