Os serviços secretos iranianos detiveram na localidade de Qazvin sete homens relacionados aos grupos contrários ao regime e com o grupo opositor armado Mujahedin-e Khalq, que o Irã considera terrorista.
Segundo a agência de notícias local Fars, os "sete agentes antirrevolucionários" são acusados de participar dos sangrentos distúrbios vividos pelo Irã após a polêmica reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
"Os detidos estão relacionados aos distúrbios em Teerã e Qazvin, onde encorajaram as pessoas violentas, e provocaram agitação e insegurança", explica a fonte, que cita um responsável dos serviços secretos de Qazvin, que não foi identificado.
Além disso, durante os interrogatórios, "confessaram seus vínculos com grupos antirrevolucionários e com os Mujahedin-e Khalq", acrescentou.
Desde que, em 13 de junho, foi divulgada a polêmica reeleição de Ahmadinejad, o Irã foi palco de protestos e de uma violenta repressão na qual morreram pelo menos 20 pessoas, e 1.032 foram detidas, segundo números oficiais.
O aiatolá Ahmad Jannati, um dos clérigos mais conservadores do regime, pediu a pena de morte para aqueles que tiverem causado os distúrbios.
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