Jovem morta foi confundida com irmã de terrorista, diz Irã

24 de junho de 2009 • 15h57 • atualizado às 16h22

O governo iraniano informou nesta quarta-feira que Neda Agha-Soltan, assassinada durante um protesto contra a vitória de Mahmoud Ahmadinejad, no último sábado, pode ter sido confundida com a irmã de um terrorista. A informação foi divulgada pela agência oficial Irna e publicada no site da rede de TV americana CNN.

A morte da jovem iraniana foi considerada pela imprensa internacional símbolo da repressão do governo aos protestos desencadeados pela reeleição de Ahmadinejad. Opositores afirmam que o resultado nas urnas foi fraudado e, desde 12 de junho, as manifestações contra o governo tornaram-se diárias nas ruas de Teerã.

Assim que um vídeo com os instantes finais de vida de Neda espalhou-se pela internet, a imprensa internacional estampou as capas de seus jornais com a história. Manifestantes de diferentes partes do mundo foram às ruas levando cartazes com a frase "Eu sou Neda". O noivo da jovem disse à BBC que a família foi proibida de realizar um funeral para ela porque o governo temia grandes manifestações.

A versão online do jornal The Guardian publica hoje que jornais pró-governo levantam outra duas hipóteses para a morte de Neda. De acordo com a primeira delas, divulgada pelo Jomhouri Islami, a jovem pode ter sido morta por militantes da oposição, com a finalidade de responsabilizar e fragilizar o governo.

A segunda versão, publicada pelo também pró-governista Javan, diz que o responsável pelo crime poderia ser o jornalista da BBC Jon Leyne, recentemente expulso do país. De acordo com o jornal, Leyne poderia ter contratado um assassino para matar Neda e posteriormente contar a história em um documentário.

Redação Terra
 
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