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Egito promete aos EUA que dará fim à repressão contra ONGs

30 dez 2011 18h39
| atualizado às 19h07
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Uma autoridade sênior norte-americana disse ter recebido nesta sexta-feira garantias de que o governo do Egito vai parar de intimidar entidades de direitos humanos e promoção da democracia e que devolverá bens apreendidos durante operações policiais nesta semana, as quais motivaram críticas duras de Washington.

A embaixadora dos Estados Unidos no Cairo, Anne Patterson, voltou a conversar com a cúpula militar egípcia nesta sexta-feira para pressionar as autoridades locais a permitirem a normalização das atividades das ONGs, segundo uma fonte que falou à Reuters. "A embaixadora buscou e recebeu garantias da liderança egípcia de que as ações policiais irão cessar e que os bens serão devolvidos imediatamente", disse o funcionário, pedindo anonimato.

A polícia egípcia invadiu na quinta-feira as sedes de 17 ONGs, algumas das quais patrocinadas pelos EUA, por causa de uma suposta investigação sobre o financiamento estrangeiro às entidades. Os EUA reagiram ameaçando veladamente retirar a ajuda militar anual de 1,3 bilhão de dólares ao Cairo.

As ONGs de direitos humanos e defesa da democracia foram importantes no movimento popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, dando lugar à formação de uma junta militar. Elas também fazem frequentes críticas à forma como as forças de segurança do país reprimem manifestações pela aceleração da transição para um governo civil.

Entre as entidades invadidas na quinta-feira estão o Instituto Internacional Republicano e o Instituto Nacional Democrata, informalmente ligados aos dois grandes partidos políticos norte-americanos, e que recebem verbas do governo dos EUA para programas de promoção da democracia no Egito e em outros países. A fonte que falou à Reuters disse que Patterson concordou em participar de um diálogo com as autoridades egípcias "para resolver questões subjacentes relacionadas à operação de ONGs patrocinadas pelos EUA, de forma transparente e aberta".

"Essas ONGs devem ser autorizadas a operar livremente, como fazem em países do mundo todo, em apoio à democracia e a eleições livres", disse a fonte. A junta militar egípcia promete transferir o poder a um presidente civil em meados de 2012, mas muitos ativistas dizem que as Forças Armadas querem preservar seus privilégios e seus interesses empresariais.

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