0

WikiLeaks: Líbia possui bilhões de dólares nos EUA

24 fev 2011
21h57
atualizado às 22h36

A Líbia possui, graças a sua riqueza de petróleo, bilhões de dólares em contas bancárias nos Estados Unidos, segundo um documento diplomático vazado pelo site WikiLeaks. Segundo a informação, redigida em janeiro de 2010 pela embaixada de Washington em Trípoli, o fundo soberano do país soma US$ 32 bilhões com "vários bancos americanos administrando, cada um, entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões".

As informações foram dadas aos Estados Unidos pelo dirigente do fundo (Autoridade líbia de investimentos), Mohamed Layas, precisando que a maior parte do dinheiro está sob a forma "de depósitos com rendimento a longo prazo".

Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi
Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, a população da Líbia iniciou protestos contra o líder Muammar Kadafi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro , e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército.

Os relatos vindos do país não são precisos, mas tudo leva a crer que a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que aeronáutica líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estima-se que centenas de pessoas , entre manifestantes e policiais, tenham morrido.

Além da repressão, o governo líbio reagiu através dos pronunciamentos de Saif al-Islam , filho de Kadafi, que foi à TV acusar os protestos de um complô para dividir a Líbia, e do próprio Kadafi, que, também pela televisão, esbravejou durante mais de uma hora , xingando os contestadores de suas quatro décadas de governo centralizado e ameaçando-os de morte.

Além do clamor das ruas, a pressão política também cresce contra o coronel Kadafi. Internamente, um ministro líbio renunciou e pediu que as Forças Armadas se unissem à população. Vários embaixadores líbios também pediram renúncia ou, ao menos, teceram duras críticas à repressão. Além disso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez reuniões emergenciais, nas quais responsabilizou Kadafi pelas mortes e indicou que a chacina na Líbia pode configurar um crime contra a humanidade .

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

compartilhe

publicidade
publicidade