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Tuberculose e sarna se espalham por prisão da cidade síria de Aleppo

20 jun 2013
08h04
atualizado às 08h24
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Mais de cem presos morreram desde abril na prisão central de Aleppo, no norte da Síria, devido às precárias condições em que vivem e os ataques contra suas instalações, denunciou nesta quinta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O grupo denunciou a morte de muitos prisioneiros por falta de alimentos e remédios, assim como por execuções e explosões. É o caso de três detentos que sofriam de tuberculose e morreram recentemente por não terem sido medicados. Além disso, a sarna é uma doença bastante disseminada entre os presos e os próprios agentes.

Desde 2 de maio, os rebeldes ameaçam a penitenciária e têm o controle da estrada que conduz até o local, por isso a comida e os remédios chegam lançados pelo ar de helicópteros. Nos arredores do local são comuns choques entre as forças do regime e os insurgentes, que em algumas ocasiões chegaram até o interior da prisão, onde há cerca de 4.000 pessoas.

Em 15 de maio, dois carros-bomba explodiram ao lado de muro e um posto de controle da prisão, e pouco depois os opositores tomaram a delegacia de Musalamiya. Cerca de uma semana depois, um suicida detonou outro veículo carregado com explosivos na entrada principal do presídio.

O Observatório pediu que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e organizações internacionais intervenham de forma urgente para levar remédios e alimentos o mais rápido possível para a prisão de Aleppo.

EFE   

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