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Síria: vítimas foram executadas em massacre em Hula, diz ONU

29 mai 2012
06h22
atualizado às 15h53

A maioria das vítimas do massacre de Hula, no centro da Síria, foram executadas, segundo as primeiras conclusões de uma investigação da ONU, anunciou Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. "Acreditamos que menos de 20 dos 108 assassinatos podem ter sido provocados por disparos de artilharia e tanques", declarou Colville.

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"A maioria das vítimas foram executadas de forma sumária em dois incidentes diferentes que foram executados, segundo os moradores, por milicianos favoráveis ao regime", completou.

O subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Hervé Ladsous, disse nesta terça-feira que o massacre da cidade síria de Hula tem a marca das tropas do regime de Damasco, mas reconheceu que a milícia Shabiha, que apoia o governo de Bashar al-Assad, é provavelmente responsável por boa parte das 108 mortes de civis registradas.

Em entrevista coletiva, Ladsous destacou que algumas vítimas em Hula morreram por fogo de artilharia, o que "indica claramente a responsabilidade do governo" sírio, mas lembrou que aqueles que morreram por armas individuais e facas foram provavelmente vítimas da milícia local Shabiha.

"Sem lugar a dúvidas, o governo da Síria é responsável, porque civis, inclusive crianças, morreram tragicamente pelo impacto de armamento pesado. Só o governo tem artilharia pesada", afirmou o chefe dos Capacetes Azuis da ONU.

Ele ressaltou também que há "suspeitas contundentes" que indicam a participação das milícias. "Não posso dizer que temos provas absolutas, mas a suspeita está definitivamente aí", ressaltou o diplomata francês. Segundo ele, não há razão para crer que os grupos terroristas que agiram recentemente na Síria estejam envolvidos neste episódio.

Ladsous classificou como "absolutamente horrível" o massacre em Houla, onde 108 pessoas morreram na sexta-feira, entre as quais 49 crianças e 34 mulheres. Ele lamentou que a Missão das Nações Unidas para a Supervisão na Síria (UNSMIS) não possa abrir uma investigação detalhada do ocorrido porque os observadores não contam com legistas.

Com informações das agências AFP e EFE

Fonte: Terra

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