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Síria rejeita pedido da Liga Árabe para Assad passar o poder

23 jan 2012
05h46
atualizado às 08h31

A Síria rejeitou nesta segunda-feira o pedido da Liga Árabe para que seu presidente, Bashar al Assad, passe o poder ao vice-presidente e a qualificou de "complô conspiratório", informou a agência de notícias oficial Sana, que cita uma fonte oficial.

Segundo a fonte, a Síria considera a resolução adotada no domingo como "uma violação de sua soberania nacional, uma interferência flagrante em seus assuntos internos e uma infração descarada dos estatutos da Liga Árabe".

Em reunião no Cairo no domingo, os ministros de Relações Exteriores da organização pan-árabe acertaram pedir a Assad que transfira seus poderes ao vice-presidente sírio, e a formar um governo de união nacional no prazo de dois meses para convocar eleições presidenciais.

A fonte oficial síria destacou que os ministros da Liga Árabe deveriam "assumir sua responsabilidade para evitar que os grupos terroristas que assassinam sírios inocentes e atacam prédios governamentais e as infraestruturas do Estado se financiem e se armem".

No entanto, os ministros (da Liga) optaram por fazer "declarações provocadoras" que refletem a conexão entre aqueles que pronunciaram essas palavras e um plano que pretende que a segurança do povo sírio seja através de uma chamada a uma intervenção estrangeira nos assuntos internos do país, assegurou a fonte.

Damasco acredita que a iniciativa da Liga Árabe para dar uma solução para a crise na Síria vai contra dos interesses de seu povo e não evitará para que o país "avance em suas reformas políticas, e traga segurança e estabilidade a sua gente, que demonstrou durante a crise seu apoio à união nacional".

A fonte não mencionou se Damasco dará seu sinal verde à extensão durante um mês da missão dos observadores da Liga Árabe, que têm que supervisionar no terreno o cumprimento dessa iniciativa, que estipula, entre outros, o fim da violência e a retirada dos elementos armados das ruas.

Segundo dados da ONU, mais de 5 mil pessoas morreram na Síria desde meados de março passado. O regime sírio assinala que mais de 2 mil soldados foram assassinados desde essa data por grupos armados.

Visão geral da reunião dos ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe, realizada no domingo, no Cairo
Visão geral da reunião dos ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe, realizada no domingo, no Cairo
Foto: AFP
EFE   

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