O site do Parlamento sírio divulgou nesta terça-feira que o presidente sírio, Bashar al-Assad, convocou eleições parlamentares para o próximo dia 7 de maio, informa a agência Reuters. O país enfrenta há um ano uma onda de violência provocada pela repressão aos protestos contra o regime de Assad.
Luta por liberdade revoluciona norte africano e península arábica
"O presidente Assad assinou um decreto que fixa as eleições da Assembleia Popular (parlamento) para 7 de maio próximo", indicou a agência de notícias estatal Sana.
Há dias a comunidade internacional tem pressionado o regime. O emissário internacional Kofi Annan, durante sua missão em Damasco no último fim de semana, cobrou do governo "propostas concretas" e o fim da violência.
As autoridades esperavam realizar estas eleições no final de 2011, com a promessa de legislativas "livres e transparentes". Estas seriam as terceiras eleições legislativas na Síria desde a chegada de Bashar al-Assad ao poder em 2000.
Nas últimas legislativas, em abril de 2007, a Frente Nacional Progressista (FNP) - coalizão liderada pelo partido Baath no poder - venceu, sem surpresas, a maioria das 250 cadeiras do Parlamento. As eleições na Síria foram denunciadas pela oposição e pela comunidade internacional como uma "farsa".
Em 15 de fevereiro, o presidente emitiu um decreto no qual anunciava a realização de um plebiscito sobre a nova Constituição, que ocorreu no dia 26 do mesmo mês. Assad também determinou que se realizassem eleições legislativas três meses depois.
A nova Carta Magna, que abre a porta ao multipartidarismo na Síria, foi aprovada com apoio de 89,4% dos cidadãos, num plebiscito que teve participação popular de 57,4%. Entre as mudanças mais significativas da nova Constituição, está a supressão do artigo que estipulava que o partido Baath, no poder desde 1963, era "o líder do Estado e da sociedade".
Damasco de Assad desafia oposição, Primavera e Ocidente
Após derrubar os governos de Tunísia e Egito e de sobreviver a uma guerra na Líbia, a Primavera Árabe vive na Síria um de seus episódios mais complexos. Foi em meados do primeiro semestre de 2011 que sírios começaram a sair às ruas para pedir reformas políticas e mesmo a renúncia do presidente Bashar al-Assad, mas, aos poucos, os protestos começaram a ser desafiados por uma repressão crescente que coloca em xeque tanto o governo de Damasco como a própria situação da oposição da Síria.
A partir junho de 2011, a situação síria, mais sinuosa e fechada que as de Tunísia e Egito, começou a ficar exposta. Crise de refugiados na Turquia e ataques às embaixadas dos EUA e França em Damasco expandiram a repercussão e o tom das críticas do Ocidente. Em agosto a situação mudou de perspectiva e, após a Turquia tomar posição, os vizinhos romperam o silêncio. A Liga Árabe, principal representação das nações árabes, manifestou-se sobre a crise e posteriormente decidiu pela suspensão da Síria do grupo, aumentando ainda mais a pressão ocidental, ancorada pela ONU.
Mas Damasco resiste. Observadores árabes foram enviados ao país para investigar o massacre de opositores, sem surtir grandes efeitos. No início de fevereiro de 2012, quando completavam-se 30 anos do massacre de Hama, as forças de Assad iniciaram uma investida contra Homs, reduto da oposição. Pouco depois, a ONU preparou um plano que negociava a saída pacífica de Assad, mas Rússia e China vetaram a resolução, frustrando qualquer chance de intervenção, que já era complicada. Uma ONG ligada à oposição estima que pelo menos 8,5 mil pessoas já tenham morrido, número superior aos 7,5 mil calculados pela ONU.
- O presidente sírio, Bashar al-Assad, discursa ao parlamento em Damasco, em meio às expectativas de anúncio de reformas após início dos protestos e reivindicações no país. Era 10 de março, bem como o início da gestação da Primavera Árabe na Síria Foto: TELEVISÃO ESTATAL SÍRIA/HO / AFP
- Foto: Arte / Terra
- Filmagem da televisão estatal síria mostra o que seriam confrontos entre manifestantes e as forças de segurança na cidade de Daraa. Três civis teriam morrido na ocasião Foto: TELEVISÃO ESTATAL SÍRIA/AFP / AFP
- Algemados, críticos de Bashar al-Assad são agredidos com tacos de madeira por membros das forças de segurança na vila de Baida. A imagem foi disponibilizada no YouTube pelo Sham SNN, um canal online da oposição síria Foto: YOUTUBE/SHAM SNN/AFP / AFP
- Manifestantes sentam em estrada da região de Banias, no nordeste sírio, e gesticulam na tentativa de se comunicar com tanques do Exército. Não há data precisa do episódio Foto: YOUTUBE / AFP
- Imagem de vídeo publicado no YouTube mostra o que seriam manifestantes contrários a Assad durante as preces noturnas no centro da cidade de Homs um dos focos da resistência da oposição Foto: Youtube / AFP
- Jovem manifestante arremessa pedra contra tanque do Exército sírio em ponto de acesso à cidade de Daraa. Na ocasião (ocorrida provavelmente no final do mês de abril), a operação dos militares deixou ao menos 25 pessoas mortas Foto: Youtube / AFP
- Foto: Terra
- Mainfestantes anti-Assad aglomeram-se na Universidade de Aleppo, a cerca de 350 km de Damasco. A imagem foi retirada do YouTube Foto: YOUTUBE / AFP
- Imagem feita por civis e disponibilizada no YouTube mostra o que seria um manifestante morto a tiros durante um protesto na cidade de Deir Zor, supostamente no dia 28 de maio Foto: YOUTUBE / AFP
- Foto: Terra
- Membros das forças de segurança de Bashar al-Assad espancam homem detido nas proximidades da cidade de Homs, um dos focos da oposição síria. A imagem foi retirada de um vídeo publicado no YouTube e seu conteúdo não pode ser confirmado pela agência Foto: YOUTUBE / AFP
- Imagem do canal oposicionista online Sham SNN disponibilziada no YouTube mostra o que seria a retirada de uma estátua de grande porte do ex-presidente sírio Hafez al-Assad, pai de Bashar, na cidade de Hama. A remoção foi efetuada pelo próprio governo, embora com causas desconhecidas Foto: YOUTUBE / AFP
- Imagem disponibilizada no dia 10 de junho em vídeo no YouTube mostra o que seriam manifestantes procurando proteção durante confronto com as forças de segurança na cidade costeira de Latakia Foto: YOUTUBE / AFP
- Mãe e filhos sírios caminham em acampamento na Turquia. No final do primeiro semestre de 2011, a crise na Síria gerou uma onda de mais de 10 mil refugiados para territórios turcos Foto: AFP
- Refugiados sírios caminham por acampamento na cidade de Yayladagi, na província de Hatay, na fronteira da Turquia com a Síria Foto: AFP
- Foto: Terra
- Imagem de vídeo disponibilizado na internet mostra o que seria o cadáver de Mohammed Hiba, um manifestante oposicionista sírio morto pelas forças de segurança durante confrontos na cidade de Homs Foto: YOUTUBE / AFP
- Fotografia de celular feita por um cidadão mostra manifestação maciça contra o governo de Assad na cidade de Hama, um dos berços da oposição ao partido Ba'ath Foto: SHAMM SNN / AFP
- Imagem oferecida pela Sana, uma agência estatal síria, mostra um trem descarrilhado após ser supostamente sabotado nas proximidades de Homs Foto: SANA / AFP
- Imagem disponibilizada na internet mostra o que seria um caminhão em chamas em Hama, resultado de um ataque das forças de Damasco contra a resistência da cidade; 45 pessoas teriam morrido no episódio, de acordo com ativistas de direitos humanos atuantes no país Foto: YOUTUBE / AFP
- Foto: Terra
- Fumaça emerge da área de Ramleh, no sul da Latakia, resultado do que seria um ataque de militares dissidentes. Milhares de desertores debandaram das fileias de Damasco e organizaram o Al-Jays as-Suri al-Hurr (Exército Livre da Síria), um dos principais organismos da oposição síria Foto: HO / AFP
- Imagem disponibilizada na internet mostra o que seriam membros das forças de segurança desferindo chutes no rosto de um homem preso na cidade de Hama. A versão oficial de Damasco indica que os policiais combatem não oposicionistas pacíficos, mas "gangues armadas", versão negada pelos grupos de defesa dos direitos humanos na Síria Foto: YOUTUBE / AFP
- Foto: Terra
- Oposicionista fotografa cartaz em que pede a intervenção da Organização das Nações Unidas na Síria. No fim do manifesto, lê-se: "Morrer é melhor que viver sob humilhação" Foto: YOUTUBE/HO / AFP
- Foto: Terra
- Esta foto, feita no dia 13 de outubro em Beirute, no Líbano, mostra um cartaz composto por retratos de libaneses desaparecidos durante a guerra civil no país e que poderiam estar presos na Síria Foto: AFP
- Foto: Terra
- O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, e o premiê do Catar, Hamad ben Jassem, falam à imprensa durante encontro com a Turquia para discussão da crise síria. A partir do final de 2011, os árabes aumentaram a pressão de Damasco, sem resultados significativos Foto: AFP
- Milhares de Sírios aglomeram-se no centro de Damasco durante ato de apoio a Bashar al-Assad, em meio a ultimatos da Liga Árabe pela renúncia do presidente, que ocupa há mais de 10 anos Foto: AFP
- Mulher caminha em rua deserta da cidade de Homs, um dos focos da resistência oposicionista Foto: AFP
- Foto: Terra
- Refugiados passam a noite em acampamento da Hatay, na Turquia. No final de 2011, já chegava a 5 mil a estimativa de mortos pela repressão do governo Assad contra os oposicionistas sírios Foto: AFP
- Imagem da agência estatal síria mostra coluna de fumaça erguendo-se de uma refinaria de petróleo na cidade de Homs após suposto ataque de "terroristas" Foto: SANA / AFP
- Membro do Exército Livre da Síria observa a movimentação na vila de Ain al-Baida, na província de Idlib, próximo à fronteira com a Turquia. Ao menos oito militares leais a Damasco teriam sido mortos por desertores Foto: ENN / AFP
- Caça do Exército da Síria realiza exercícios com o objetivo oficial de mostrar a prontidão de Damasco contra "qualquer agressão à nação" Foto: SANA/HO / AFP
- Caça do Exército da Síria realiza exercícios com o objetivo oficial de mostrar a prontidão de Damasco contra "qualquer agressão à nação" Foto: SANA/HO / AFP
- Prédio de Damasco danificado por ataque suicida de um grupo oposicionista mostra, da direita à esquerda, o presidente Bashar al-Assad; seu pai e ex-presidente, Hafez; e seu tio, Bassel Foto: AFP
- Papai-noel sírio diverte órfãos durante as festas de fim de ano no monastério de Mar Takla, na vila cristã da Maalula Foto: HOTO / AFP
- Ataque suicida contra sede da Inteligência síria deixa cratera em rua da Damasco. Mais de trinta pessoas morreram no episódio, que ocorre em meio à visita da missão de observadores árabes Foto: AFP
- Imagem disponibilizada na internet mostra o que seriam familiares chorando sobre o corpo de um parente morto pelas forças de segurança na cidade de KAfer Awid, na província de Idlib Foto: YOUTUBE / AFP
- Manifestante arremessa de volta bomba de gás lacrimogênio nas ruas de Homs; uma passeata com 70 mil pessoas foi dispersa pela ação das forças de segurança na cidade, foco da resistência contra Damasco Foto: AFP
- Imagem disponibilizada na internet mostra manifestantes oposicionistas durante ato na cidade de Homs Foto: AFP
- Foto: Terra
- Imagem disponibilizada mostra o que seria desertores do Exército sírio mostrando sua identidade e alistando-se às fileiras oposicionistas na cidade de Idlib Foto: YOUTUBE / AFP
- Corpos de civis e militares mortos em explosão no centro de Damasco são exposts em chão de hospital da capital síria. De acordo com o governo, a detonação foi resultado de um ataque suicida Foto: STR / AFP
- Membros da missão da Liga Árabe chegam para participar de missa de cristãos ortodoxos, em Damasco, em homenagem a um menino de 10 anos, morto em Homs. A oposição acusou as forças de Damasco da morte da criança Foto: AFP
- Moradores de Damasco acompanham pronunciamento de Bashar al-Assad em bar da capital síria; no discurso, o presidente voltou a afirmar que o governo não deu qualquer ordem para atirar contra civis Foto: AFP
- Homem fica gravemente ferido após míssil detonado na cidade de Homs, um dos focos da oposição contra o presidente Bashar al-Assad Foto: AFP
- Imagem retirada de vídeo na internet mostra Riyadh al-Asaad (dir.), um coronel dissidente e agora líder do Exército Livre da Síria, recebendo a abaya, um tradicional manto árabe. Quem entrega a vestimente a Asaad é um líder tribal Foto: YOUTUBE / AFP
- Imagem sem data e disponibilizada na internet no dia 19 de janeiro mostra o que seria al-Hikmah (sabedoria, em árabe), um novo batalhão do Exército Livre da Síria Foto: YOUTUBE / AFP
- Apoiadores de Assad participam de mobilização para lotar o centro de Damasco e demonstrar fidelidade ao líder, há mais de 10 anos no poder Foto: AFP
- Imagem disponiblizada pelos Comitês de Coordenação Local (LCC, na sigla em inglês) mostra, em necrotério da cidade de Homs, os corpos de crianças que, de acordo com ativistas, teriam sido mortas por membros das forças de segurança da Síria Foto: LCC/HO / AFP
- Desertores do Exército sírio fazem a guarda de manifestantes durante passeata contra Bashar al-Assad na área de Deir Baghlaba, na província de Homs Foto: AP
- Imagem disponibilizada pelos Comitês de Coordenação Local (LCC, na sigla em inglês) mostra manifestantes oposicionistas com a bandeira da independência na cidade de Yabrud, no oeste sírio Foto: LCC/HO / AFP
- Tanque do Exército síria faz patrulha na área de Rastan, na cidade de Homs, durante confrontos com membros do Exército Livre da Síria Foto: AP
- Foto tirada durante tour organizado pelo governo em Damasco mostra igreja através dos estilhaços de uma janela do convento de Sednaya, no norte da capital síria Foto: AP
- Nesta foto feita durante tour organizado pelo governo em Damasco, a Irmã Verona, diretora do convento de Sednaya, mostra buraco em quarto; o dano teria sido causado pelos confrontos com a oposição Foto: AP
- O presidente Bashar al-Assad cumprimenta soldado ferido em hospital de Damasco Foto: SANA/HO / AFP
- Imagem de vídeo publicado na internet mostra incêndio em duto de petróleo no bairro de Baba Amr, na cidade de Homs. De acordo com os Comitês de Coordenação Local (LCC, na sigla em inglês), o duto teria sido explodido pelas forças de segurança de Assad Foto: YOUTUBE / AFP
- Foto: Terra
- Rebelde sírio faz guarda da área de Rastan, na província de Homs, no centro da Síria Foto: AP
- Imagem provida pelos Comitês de Coordenação Local (LCC, na sigla em inglês) mostram sírios velando os mortos durante procissão no bairro de Khaldiyeh, em Homs, depois do ataque com morteiros e mísseis feito pelas forças de segurança de Damasco Foto: LCC / AP
- Oposicionistas fazem protesto com a bandeira da revolução síria no subúrbdio de Daraya, em Damasco. A imagem foi disponibilizada pelos Comitês de Coordenação Local (LCC, na sigla em inglês) Foto: LCC / AP
- Vitaly Churkin, o embaixador russo no Conselo de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), veta a resolução que pedia a renúncia pacífica de Bashar al-Assad, no dia 4 de fevereiro Foto: AP
- Os representantes do Reino Unido, Mark Lyall Grant; dos Estados Unidos, Susan Rice; e da França, Gerard Araud, conversam antes da votação final do plano traçado pela Liga Árabe para pedir a renúncia do presidente sírio, Bashar al-Assad Foto: AP
- Imagem de satélite mostra coluna de fumaça no centro da cidade da Homs, alvo permanente de confrontos entre os oposicionistas e os partidários de Bashar al-Assad Foto: DIGITAL GLOBE / AP
- Rebeldes sírios agrupam-se em beco enquanto organizam a segurança de manifestantes contrários a Assad na cidade de Idlib, na Síria Foto: AP
- Homens encontram, às maragens de uma estrada em Idlib, o corpo de um manifestante que teria sido torturado até a morte por forças do governo Foto: AP
- Depois de Moscou vetar no Conselho de Segurança das Nações Unidas Unidas o plano da Liga Árabe para dar fim à violência na Síria, o diplomata russo Sergey Lavrov encontra-se com o presidente sírio, Bashar al-Assad, em Damasco, no dia 7 de fevereiro Foto: POOL / AP
- Imagem disponibilizada por oposicionistas na internet mostra o cortejo fúnebre de um homem morto durante bombardeio à cidade de Homs, que, em fevereiro, se tornou palco da pior ofensiva das forças de segurança nos até então 11 meses de protestos e confrontos na Síria Foto: APTN / AP
- Nesta imagem disponibilizada por oposicionistas na internet, mulher despede-se de homem morto durante os bombardeios à cidade de Homs Foto: APTN / AP
- Suposto membro do Exército Livre da Síria faz guarda de prédio na cidade de Homs, um dos principais focos da resistência da oposição Foto: APTN / AP
- O premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, discursa aos parlamentares de Ancara e define o veto de Rússia e China à resolução síria um "fiasco" Foto: AP
- Apoiadores de Bashar al-Assad participam de passeata para recepcionar o embaixador russo Sergei Lavrov a Damasco, poucos dias depois do veto dos russos e dos chineses à resolução da ONU que pressionaria por uma transição pacífica na Síria Foto: SANA / Reuters
- Bashar al-Assad (centro, à direita) conversa com o embaixador russo Sergei Lavrov (esquerda) e sua delegação durante visita oficial a Damasco Foto: SANA / Reuters
- Imagem provida pelos Comitês de Coordenação Local (LCC, pela sigla em inglês) mostra casa afetada pela ofensiva das forças de segurança de Assad ao bairro de Baba Amr, na cidade de Homs Foto: LCC / AP
- Imagem obtida pela Reuters mostra a destruição do bairro de Baba Amro, na cidade de Homs, dias depois de uma das maiores ofensivas durante os confrontos na Síria; ao menos 200 pessoas morreram em poucos dias de ataques Foto: Reuters
- Baba Amro, bairro sunita da cidade de Homs, mostra os sinais do conflito entre os oposicionistas e as forças de segurança de Bashar al-Assad Foto: Reuters
- Moradores de Homs repousam em abrigo para evitar exposição durante a ofensiva das forças de segurança partidárias da Damasco de Assad contra a cidade, um dos principais bastiões da oposição síria Foto: Reuters
- Tanques do exército sírio avançam sobre bairro de Baba Amro, em Homs, em 12 de fevereiro Foto: Reuters
- Homem sírio exibe mão mutilada após, segundo ele, ter sido ferido durante confronto com as forças de segurança sírias. A foto, datada do dia 13 de fevereiro, exibe o homem em um hospital de Amã, na Jordânia Foto: Reuters
- Rebeldes sírios participam de treinamento de armas nos arredores de Idlib no dia 14 de fevereiro Foto: AP
- Foto distribuída no dia 16 de fevereiro pelos Comitês de Coordenação Local na Síria exibe o ativista antirregime Khaled Abu-Salah em frente à nuvem de fumaça deixada pela explosão de oleoduto no bairro de Baba Amro, em Homs Foto: AP
- Nuvem de fumaça se ergue após bombardeio atingir refinaria em Homs no dia 15 de fevereiro Foto: Reuters
- O menino Hassan Saad, 13 anos, que abandonou Idlib, na Síria, faz o sinal da vitória enquanto caminha no campo de refugiados em Yayladagi, na fronteira entre a Turquia e a Síria. Hassan diz o que o seu pais foi morto por forças pró-Assad há cinco meses Foto: Reuters
- Em Idlib, mainfestantes agitam a bandeira síria do período pré-Ba'ath, referente à época anterior à ascensão da família Assad ao poder em Damasco Foto: AFP
- Imagem liberada pela agência estatal síria Sana mostra o presidente Bashar al-Assad votando no contestado referendo constitucional, em Damasco Foto: HO/SANA / AFP
- Imagem retirada de vídeo na internet mostra o que seriam dois corpos de cidadãos sírios executados pelas forças de segurança e acomodados em uma maca, envoltos à bandeira síria, abandonados no meio de uma rua de Homs devido à guerra entre governo e oposição Foto: Youtube / AFP
- Sírios fazem protesto contra o referendo convocado pelo governo para aprovar uma nova Constituição para a Síria Foto: Reuters
- Em Idlib, homem gesticula através de janela em prédio alvejado por tiros da guerra civil síria Foto: Reuters
- Sírios participam do funeral de soldados do Exército Livre da Síria, mortos por simpatizantes do governo de Bashar al-Assad, em Idlib Foto: Reuters
- Membro do Exército Livre da Síria, a organização militar da oposição síria, chora a morte de colega durante procissão funeral na cidade de Idlib Foto: Reuters
- O enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, reuniu-se em Damasco no sábado com o presidente sírio, Bashar al-Assad, para tentar estabelecer as bases de um diálogo com a oposição Foto: AFP
- Foto: Terra
- Emissário internacional, Kofi Annan afirmou que negociações foram centradas na necessidade "de uma interrupção imediata da violência e das mortes Foto: AP
- Tanque sírio patrulha rua da cidade de Dumeir, localizada 40 km ao nordeste de Damasco. A imagem foi retirada de um vídeo publicado no YouTube Foto: YouTube / AFP
- Foto fornecida pelo Comitê Geral da Revolução Síria mostra prédios do distrito de Inshaat, na cidade rebelde de Homs, completamente destruído pelo bombardeio das forças de segurança leais ao regime de Bashar al-Assad Foto: CGRS / AFP
- O ex-Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan (esq.), encontra-se com o presidente sírio, Bashar al-Assad, para debater a crise no país. O recurso a Annan é um entre os tantos da comunidade internacional para tentar interromper as mortes durante a revolta síria Foto: HO/SANA / AFP
- Foto liberada pela Human Rights Watch mostra mina terrestre encontrada na fronteira turco-síria. A ONG denunciou a implantação de diversos explosivos na região pelo governo sírio; o objetivo seria impedir o êxodo de sírios que tentam fugir da guerra que consome o país Foto: HO/HRW / AFP
- Imagem divulgada pelo Shaam, um grupo de mídia sírio oposicionista, mostra corpos de crianças e adultos em um necrotério improvisado do bairro Bab al-Sebaa, na insurgente Homs Foto: Shaam / AFP
- Refugiados sírios caminham ns montanhas de Antakia, na tentativa de fugir em direção à Turquia Foto: AFP
- Imagem retirada do YouTube mostra o que seriam membros das forças de segurança leais a Bashar al-Assad saqueando casas na cidade de Homs. Segundo a oposição, os militares de Assad estariam empregando a tática da terra arrasada, isto é: destruir a estrutura e os mantimentos do inimigo para o enfraquecer Foto: YouTube / AFP
- Lixo acumula-se em rua da cidade de Rastan. Na lata, lê-se o nome do presidente sírio Foto: AFP
- Imagem retirada de um vídeo publicado no YouTube mostra o ataque das forças de Damasco à cidade insurgente de Hama no dia do aniversário de um ano da revolta contra Bashar al-Assad Foto: YouTube / AFP
- Multidões tomam a área pública da cidade de Latakia, na costa mediterrânica síria, em manifestações de apoio ao presidente Bashar al-Assad, no aniversário de um ano do levante oposicionista sírio Foto: HO/SANA / AFP
- Mãe chora a morte dos filhos, membros do Exército Livre da Síria, após confrontos com as forças de segurança de Bashar al-Assad na província de Idlib Foto: Reuters
- Imagem de Hafez e Bashar al-Assad - pai e filho, ex e atual presidente da Síria - fica danificada após atentado em Damasco, no dia 17 de março. Diversos civis e membros das forças de segurança morreram. O governo culpou "terroristas" pelo ataque Foto: Reuters
- Fotografia mostra rua devastada de Homs, uma das mais atingidas pela repressão do governo Assad contra os opositores Foto: Reuters
- O presidente sírio, Bashar al-Assad, desfila sorridente em um tour por Baba Amr, bairro de Homs, um dos principais redutos da oposição e alvo de constantes bombardeios pelas forças de segurança Foto: Reuters
- Foto: Arte / Terra
- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, discursa no encontro dos Amigos da Síria, em Istanbul. A reunião procurou unificar a pressão externa sobre o governo Assad e avançar a implantação do plano da Liga Árabe para pacificar o conflito Foto: Reuters
- Kofi Annan deixa o escritório da Organização das Nações Unidas em Genebra, no dia 4 de abril: em meio à expectativa para o envio da uma missão de paz da ONU, notícias de mais mortes na Síria Foto: Reuters
- Multidão acompanha enterro em vala comum de pessoas que teriam sido mortas em ataque à cidade de Taftnaz, no dia 6 de abril Foto: AP
- Imagem do dia 9 de abril mostra a destruição na cidade de Al Qasseer Foto: AFP
- Imagem mostra a destruição no distrito de Juret al-Shayah, em Homs. O dia 10 de abril marcou o encerramento do prazo para que o governo síria iniciasse a retirada das tropas das cidades Foto: AFP
- Refugiados sírios são fotografados no assentamento de Kilis, no lado turco da fronteira com a Síria, em 11 de abril Foto: AFP
- Sírio lê jornal "Baath" em Damasco nas primeiras horas que o cessar-fogo passou a valer no país, no dia 12 de abril Foto: AFP
- Sírios dançam em frente a banner com a imagem do presidente Bashar al-Assad durante manifestação em apoio ao regime em Damasco Foto: AFP
- Imagem retirada de vídeo exibe manifestação contrário ao governo em Deir el-Zour Foto: Ugarit News / AP
- Ônibus ficou destruído após o ataque. A explosão ocorre no dia em que deve cumprir-se o cessar-fogo estipulado pelas partes com o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Anan, e que, segundo a oposição, já foi quebrado pelo regime Foto: Reuters
- Imagem mostra a destruição em ônibus após a explosão de uma bomba, em Aleppo. A TV oficial do país atribuiu o ataque, que matou um oficial e feriu outras 24 pessoas, a grupos terroristas de oposição Foto: Reuters
- Membros do Conselho de Segurança aprovam, por unanimidade, o envio de uma missão de observadores da ONU para vigiar e acompanhar o cessar-fogo na Síria Foto: AP
- Moradores percorrem o bairro devastado de Inshaat, na cidade de Homs; diversos ataques e bombardeios foram registrados após o início do cessar fogo Foto: AP
- Imagem disponibilizada pela rede oposicionista Shaam mostra o bairro Khaldiyeh, de Homs, sob ataque Foto: AP
- Imagem da rede oficial Sana mostra carro dos observadores da ONU percorrendo passeata pró-Assad em cidade da província de Homs Foto: AP
- Membros da missão de observadores da ONU deixam hotel, em Damasco, e rumam para áreas de confrontos na capital síria, em 16 de maio Foto: Shaam News Network / Reuters
- Manifestantes contrários ao regime de Bashar al-Assad pedem liberdade durante protesto na cidade de Zabadani, em 14 de maio Foto: AFP
- Muçulmano sunita participa de confronto em beco de Trípoli, no Líbano, no dia 14 de maio. Confrontos entre sunitas e alauítas, ala xiita a qual pertence o presidente sírio Bashar al-Assad, irromperam no país influenciados pela onda de violência no país vizinho Foto: AFP
- Soldado do opositor Exército de Libertação Sírio é tratado em hospital de Qusar após intenso combate com tropas do regime sírio na cidade Foto: AFP
- Carros ardem em chamas após duplo atentado suicida no centro de Damasco no dia 10 de maio. Pelo menos 55 pessoas morreram no ataque, atribuído pelo governo à oposição e um dos mais sangrentos nos 14 meses de violência no país Foto: SANA / AFP
- Soldados do opositor Exército de Libertação Sírio participam de sessão de treinamento em Qusar, no dia 10 Foto: AFP
- Soldados sírios são vistos através de vidros quebrados de caminhonete após a explosão de uma bomba em Daraa, no dia 9. A explosão atingiu o veículo militar sírio segundos após a passagem de um comboio da ONU Foto: AP
- O mediador da ONU para a Síria, Kofi Annan, concede entrevista em Genebra, na Suíça, em 8 de maio. Na data, a ONU disse temer que os conflitos no país escalassem para uma guerra civil total Foto: Reuters
- Menino deficiente deposita voto em ¿mártir¿ em uma urna simbólica em formato de caixão durante manifestação contra as eleições, em Qusar, no dia 7 Foto: AFP
- Manifestantes pró-Assad participam de marcha em 7 de maio, dia das eleições parlamentares do país, em Damasco. Apesar de esta ter sido a primeira eleição aberta a múltiplos partidos em cinco décadas, os rebeldes sírios convocaram um boicote ao pleito e a denunciaram como uma farsa do governo de Bashar al-Assad Foto: AFP
- Sírios cantam enquanto aguardam a chegada do premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, a acampamento de refugiados em Kilis, em 6 de maio, na primeira visita de Erdogan ao local desde que o campo foi criado, ainda no ano passado Foto: AFP
- Forças de segurança param idoso para inspeção em posto de controle em Homs no dia 2, data em que a ONU afirmou que tanto o regime quanto os opositores estavam violando o cessar-fogo instaurado no país Foto: AFP
- Foto: Terra
- Imagem divulgada no dia 27 de maio exibe os corpos perfilados das vítimas do massacre de Hula. No mesmo dia, observadores da ONU confirmaram que 108 pessoas, incluindo ao menos 32 crianças, foram mortas em bombardeios na cidade. Tanques e armas do governo teriam sido usadas no ato, mas o governo de Bashar al-Assad nega envolvimento Foto: Shaam News Network / AP
- Foto: Arte / Terra
- Imagem feita pela oposição síria mostra o que seria o cadáver de uma criança, morta durante massacre na região central de Hama, em 7 de junho Foto: HO / YOUTUBE / AFP
- Morador de Homs mostra cápsula de explosivo a observador das Nações Unidas Foto: HO / UNITED NATIONS / AFP
- Colunas de fumaça erguem-se sobre o céu de Homs após o que teria sido, segundo a opção, um ataque das forças do regime de Assad Foto: HO / YOUTUBE / AFP
- Soldados do regime inspecionam local de explosão de bomba o subúrbio de Sayyida Zeinab, em Damasco; duas pessoas ficaram feridas Foto: SANA / AFP
- Moradores mostram retrato de Assad a observadores da ONU durante visita a Damasco Foto: AFP
- Foto de oposicionista mostra o que seria um homem guardando lança-granadas em túmulo de crianças, mortas durante confrontos Foto: HO / YOUTUBE / AFP
- Parentes e amigos choram durante o funeral de homem morto, segundo a oposição, durante protestos contra o governo; Mohammed Ahmed Rahim, 28, teria morrido com um tiro na cabeça, disparado por um rifle de longo alcance Foto: HO / YOUTUBE / AFP
- Foto da oposição mostra a cidade de Homs destruída após confrontos com as tropas do governo, em 23 de junho Foto: HO / SHAAM NEWS NETWORK / AFP
- Soldado do Exército Livre Sírio monta guarda em posto de controle de Mareh, nas proximidades de Aleppo Foto: AFP
- Imagem do grupo 'Mosaic Press' mostra o que seria o cadáver de um soldado do exército sírio, morto por rebeldes, com uma bota na boca Foto: HO / YOUTUBE / AFP
- Soldado rebelde patrulha área de Azzara, um vilarejo nas proximdiades de Homs, no dia 28 de junho Foto: AFP
- Rebelde beixa a testa de soldado do Exército Livre Sírio em Azzara, nas proximidades de Homs Foto: AFP
- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se encontra com o ministro do Exterior russo, Sergey Lavrov, em São Petersburgo Foto: POOL / AFP
- Foto: Arte / Terra
- O enviado especial da ONU à Síria, Kofi Annan, se encontra com o presidente Bashar al-Assad, em Damasco, em nova tentativa de mediação de acordo que pacifique o confronto sírio Foto: SANA / AP
- O ministro do Exterior russo, Sergey Lavrov (esq.), recebe o presidente do Conselho Nacional Sírio, Abdulbaset Sieda (dir.), em Moscou Foto: AP
- Soldados do Exército Livre Sírio cantam na província de Idlib Foto: Edlib News Network / AP
- Imagem de grupo da oposição mostra o que seriam corpos de vítimas assassinadas pelo regime no massacre de Tremseh, um dos episódios mais marcantes da geurra civil síria Foto: Hama Revolution 2011 / AP
- Crianças sírias brincam no campo de refugiados de Al Bashabsheh, na Jordânia Foto: AP
- Imagem de grupo oposicionista mostra cena dos conflitos entre os rebeldes e as tropas de Assad nas ruas de Damasco, durante a ofensiva dos oposicionistas na capital síria Foto: Ugarit News / AP
- Nuvens de fumaça erguem-se sobre o céu de Damasco no dia 19 de julho, após intensos combates que, alguns dias antes, causaram a morte de três importantes membros da elite político-militar do regime de Assad Foto: AP
- A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, durante reunião do Conselho de Segurança, em Nova York, no dia 19 de julho, na qual Rússia e China vetaram, pela terceira vez, um projeto de sanções contra Bashar al-Assad Foto: AP
- Cidadãos sírios carregam malas durante fuga para o Líbano; a foto foi feita na cidade de Masnaa, no leste libanês, a cerca de 25 km de Damasco; milhares de pessoas usaram carros pessoas, táxis e ônibus para deixar a Síria Foto: AP
- Foto feita durante passeio organizado pelo governo sírio mostra a comemoração dos soldados do exército oficial durante a reconquista do bairro de Midan, tomado dias antes pelos rebeldes durante a ofensiva em Damasco Foto: AP
- O general Abdul-Nasser Farzat, da Academia de Engenharia Militar de Aleppo, confirma, em vídeo divulgado da oposição, sua deserção das fileiras oficiais e sua passagem ao lado rebelde Foto: Ugarit News / AP
- Imagem de rede da oposição mostra o que seria novo ataque à cidade de Homs, no dia 22 de julho Foto: Shaam News Network / AP
- Sírios oram durante funeral de Marwan Refaai Nasser, homem suposta morto durante os confrontos em Homs Foto: Shaam News Network / AP
- Sírios atravessam a fronteira iraquiana em busca de refúgio na cidade de Qaim, a 320km de Bagdá Foto: AP
