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Síria: Liga Árabe exige que Assad transfira seu poder ao vice

22 jan 2012
18h41
atualizado às 20h04

Os ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe exigem que o presidente sírio, Bashar Al Assad, transfira seus poderes ao vice-presidente do país, Farouk Al Charaa, para viabilizar a formação de um governo de união nacional no prazo de dois meses, o qual deve legitimar uma nova eleição presidencial.

Jacquier é socorrido por colegas e médicos em Nablus após ficar gravemente ferido enquanto cobria o confronto entre palestinos e israelenses na Cisjordânia, em 9 de janeiro de 2002
Jacquier é socorrido por colegas e médicos em Nablus após ficar gravemente ferido enquanto cobria o confronto entre palestinos e israelenses na Cisjordânia, em 9 de janeiro de 2002
Foto: AFP

Assinado pela organização pan-árabe, o documento também estipula que esse governo executivo deverá ser dirigido por uma pessoa de consenso, a qual deverá seguir um Mapa de Caminho traçado pelos países árabes Após examinar o relatório final da missão dos observadores árabes na Síria, os ministros também constataram o "avanço parcial" no cumprimento de "alguns compromissos" por parte do Governo sírio.

No comunicado conjunto, a organização árabe ressaltou a "importância de formar um Governo de união nacional no prazo de dois meses, o qual deverá incluir o Governo e a oposição.

"O novo governo deverá ser dirigido por uma pessoa de consenso, cuja missão será a aplicação de um plano árabe, que tem como principal objetivo elaborar as eleições parlamentares e presidenciais", completou a organização.

Da mesma forma, os ministros da Liga Árabe também exigem que Bashar Al Assad repasse seus poderes ao vice-presidente sírio para que este "assuma o Governo e desenvolva seu trabalho neste período de transição".

A Liga Árabe acredita que este futuro Governo, em um prazo de três meses, terá condições suficientes para a criação de uma comissão que redija uma nova constituição para o país, a qual deverá ser aprovada em plebiscito.

Junto com a nova constituição, o novo Governo deverá elaborar uma nova lei eleitoral e, posteriormente, convocar as eleições presidenciais, o plebiscito constitucional e as eleições legislativas.

EFE   

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