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Rússia: sigilo sobre provas de armas químicas na Síria é inaceitável

Rússia não está convencida com as provas apresentadas pelos Estados Unidos sobre ataque químico na Síria

2 set 2013
03h44
atualizado às 06h24
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse nesta segunda-feira que o “regime de sigilo” promovido pelo Ocidente - mais especificamente pelos Estados Unidos -, envolvendo as supostas provas do uso do gás venoso sarin em um ataque na Síria é inaceitável, de acordo com informações da agência russa de notícias RT.

Guerra civil em fotos
AFP

O Terra compilou alguns dos principais materiais fotográficos disponibilizados ao longo destes mais de dois anos de guerra na Síria. Cada imagem leva a uma galeria que conta um episódio específico ou remete a uma situação importante do conflito.

“Se realmente há informação secreta disponível, o véu deveria ser retirado. Esta é uma questão de guerra e paz. Continuar um jogo de sigilo é completamente inapropriado”, afirmou o ministro. Segundo Lavrov, que fez um discurso para os alunos do curso de Relações Internacionais da Universidade de Moscou, a informação precisa ser compartilhada.

O ministro russo disse ainda que as provas apresentadas pelos Estados Unidos sobre o uso de armas químicas pelas tropas governamentais da Síria não são concretas e não convenceram às autoridades de Moscou.

"Sim, nos mostraram uns relatórios que não continham nada concreto: nem coordenadas geográficas, nem nomes, nem provas que as amostras foram recolhidas por profissionais", disse Lavrov, citado pela agência Interfax.

O chefe da diplomacia russa acrescentou que nos documentos citados não se comenta o fato de que vários especialistas colocam sérias dúvidas sobre as imagens em vídeo que circulam na internet do suposto ataque com armas químicas.

"Também o que nos mostraram antes, nos últimos tempos, nossos parceiros americanos, britânicos e franceses não nos convence", reiterou. Lavrov disse que quando Moscou solicita detalhes concretos, "eles respondem que tudo é secreto" e, portanto, não nos podem entregar.

Nesse domingo, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou que testes provaram o uso do gás venoso sarin em ataque realizado no dia 21 de agosto na Síria. Amostras de cabelo e sangue das vítimas desse ataque, no qual, segundo os Estados Unidos, morreram 1.429 pessoas, "testaram positivo" para exposição ao gás sarin, segundo Kerry, que participou de uma série de entrevistas televisivas um dia após o presidente Barack Obama atrasar uma iminente ação militar na Síria para buscar o apoio do Congresso.

A ONU, por sua vez, declarou que as amostras recolhidas pelos seus inspetores no locais que teriam sofrido ataques químicos na Síria começarão a ser enviadas para estudo em laboratórios a partir desta segunda-feira. "Os preparativos para catalogar as amostras avançam e começarão a ser enviadas aos laboratórios amanhã (segunda-feira)", declarou à imprensa o porta-voz Martin Nesirky.

Com informações da agência EFE

Fonte: Terra
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