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Rebeldes líbios avançam sobre cidade natal de Muammar Kadafi

27 set 2011
18h21
atualizado em 28/9/2011 às 10h09

As forças armadas rebeldes da Líbia conseguiram nesta terça-feira avanços significativos na luta pelo controle de Sirte, cidade natal do ex-líder Muammar Kadafi, que mesmo foragido pediu que seus partidários lutem até a morte.

Soldado das forças do CNT pratica disparos de lança-foguete em estrada nos arredores de Sirte, reduto de Kadafi
Soldado das forças do CNT pratica disparos de lança-foguete em estrada nos arredores de Sirte, reduto de Kadafi
Foto: AP

Pela primeira vez desde o início das revoltas populares os milicianos chegaram ao coração dessa cidade, que fica a 450 quilômetros a leste de Trípoli. O local é um dos últimos redutos das forças kadafistas, ao lado da cidade de Bani Walid.

Um porta-voz do Conselho Nacional de Transição líbio (CNT), Shams Eddin, disse à agência EFE que os combatentes controlavam o porto de Sirte, a Universidade Tahadi e a Ilha de Dhoran, que liga as zonas leste e oeste da cidade. A nova ofensiva começou dois dias após ataques aéreos de aviões da Otan.

"Não há dúvida que Sirte será conquistada nas próximas 48 horas. Alcançamos pontos estratégicos" disse Eddin. O porta-voz disse que o levante contou com forte apoio de rebeldes de Misrata, cidade situada a oeste de Sirte e a primeira a ser dominada pelos insurgentes.

"Os irmãos de Misrata se tornaram especialistas em combates de rua", declarou Eddin. Ao longo do dia, a intensidade dos combates diminuiu, e as autoridades locais decretaram um cessar-fogo para permitir a saída da população civil. Essa situação, no entanto, não deve durar mais de 24 horas.

Apesar das tropas de Kadafi estarem praticamente derrotadas, o ex-ditator, que não deixou claro se ainda estava na Líbia, usou uma rádio de Bani Walid para enviar uma mensagem a seus seguidores e pedir que eles resistam e morram como mártires.

Enquanto as lutas seguiam em Sirte, na capital do país descobriu-se mais uma vala comum, onde foram encontrados seis corpos. O local fica nos jardins do hotel de luxo Rixos, onde durante os primeiros meses do levante popular o governo manteve jornalistas como reféns. No domingo passado, foi achada uma vala com 1.270 corpos de antigos detentos da prisão de Abu Salim, conhecida por um massacre praticado pelo regime de Kadafi em 1996.

Sobre a fase final dos confrontos, um porta-voz militar do CNT, Ahmed Omar Bani, afirmou nesta segunda-feira à rede de televisão Al Jazeera que foi criado um plano para a retirada das armas que circulam sem controle na Líbia, e que ele será posto em prática assim que todo o país for ocupado pelas forças rebeldes.

EFE   

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