atualizado às 06h54

Presidente egípcio denuncia regime opressivo da Síria

 

O presidente egípcio, Mohamed Mursi, denunciou o "regime opressivo" da Síria em seu discurso, nesta quinta-feira, na reunião do Movimento dos Países Não Alinhados em Teerã, principal aliado de Damasco. De acordo com agência oficial egípcia Mena, a delegação síria abandonou o local da reunião durante o discurso crítico de Mursi.

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"A revolução no Egito era um pilar da Primavera Árabe, que começou poucos dias depois da Tunísia e foi seguida por Líbia e Iêmen, e atualmente a revolução na Síria aponta contra o regime opressivo deste país", afirmou Mursi.

O Irã é o principal apoio regional do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, com uma aliança incondicional desde o início da revolta popular na Síria em março de 2011.

O governo iraniano é contrário a uma mudança de regime para solucionar a crise, ao contrário do Egito. "O Egito está disposto a trabalhar com todas as partes para fazer com que o sangue pare de ser derramado", disse o presidente egípcio.

O conflito sírio deu a Mursi a oportunidade de estender a mão a Teerã, após 32 anos de relações difíceis entre os dois países, ao propor em meados de agosto a ideia de um comitê regional com, além do Egito e Irã, Arábia Saudita e Turquia para buscar uma solução à crise síria.

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