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ONU: atentado em Damasco com 100 mortos é "crime de guerra"

22 fev 2013
08h34
atualizado às 16h04
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O mediador das Nações Unidas para a Síria, Lakhdar Brahimi, afirmou nesta sexta-feira que a série de atentados com carro-bomba em Damasco na quinta-feira pode ser considerada um crime de guerra e que teria deixado cem mortos.

<p>Atentado em Damasco deixou dezenas de pessoas mortas na quinta-feira</p>
Atentado em Damasco deixou dezenas de pessoas mortas na quinta-feira
Foto: Sana / AFP

"Nada pode justificar essas horríveis ações que equivalem a crimes de guerra sob as leis internacionais", assinalou em um comunicado o enviado da ONU e da Liga Árabe. Brahimi pediu no mês passado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que abrisse uma investigação internacional independente para este tipo de crime na Síria.

O ataque ocorreu no centro de Damasco, quando um suicida detonou seu carro cheio de explosivos perto da entrada da sede do Partido Baath, no poder há meio século. É o pior ataque na capital síria desde o início do conflito, há quase dois anos. O ministério das Relações Exteriores informou um saldo de 53 mortos.

No que parece ser uma ação coordenada, o triplo atentado teve como alvo o quartel-general dos serviços de segurança no bairro e Barzé, ao norte de Damasco, matando 22 pessoas, incluindo 19 membros das forças do governo, de acordo com o OSDH, que conta com uma ampla rede de ativistas e médicos por todo o país.

Ataques suicidas têm se multiplicado em Damasco nos últimos meses. Os alvos geralmente são prédios do governo, da segurança ou dos serviços de informação, muitos dos quais foram reivindicados pelos jihadistas da Frente al-Nosra.

Os atentados de quinta-feira foram condenados tanto pela oposição quanto pelo regime, que acusou "grupos ligados à Al-Qaeda", assim como os Estados Unidos, Rússia e o diretor-geral da ONU, Ban- Ki-moon.

Em Deraa, berço da revolta no sul do país, 38 pessoas foram mortas na quinta-feira, incluindo 18 em um bombardeio a um centro médico improvisado. Também nesta região, sete membros de uma mesma família - seis mulheres e uma criança - foram mortos em uma explosão em Jill, e 10 civis morreram em um bombardeio do exército na cidade de Jassem.

No noroeste, onde as tensões sectárias estão em seu auge, 40 xiitas sequestrados por um grupo armado e mais de 300 sunitas pegos em represália na semana passada foram libertados em Idleb, após a mediação entre as famílias.

A maioria da população síria - e os rebeldes que lutam contra o regime - é sunita, enquanto o clã do presidente Bashar al-Assad é aluíta, um ramo do xiismo.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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