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Síria destruiu todas instalações de produção de armas químicas

31 out 2013
06h25
atualizado às 08h57
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Todas as instalações declaradas de produção de armas químicas na Síria foram destruídas, antes do prazo limite de sábado, informou a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que supervisionou o processo.

"A Síria terminou de converter em inutilizáveis suas instalações de produção e montagem de armas químicas", destacou a OPAQ em documento divulgado nesta quinta-feira. A Síria acatou assim a decisão do conselho executivo da OPAQ, que pediu a conclusão da "destruição funcional o mais rápido possível, no mais tardar até 1 de novembro de 2013".

Os inspetores visitaram 21 dos 23 locais declarados pela Síria, e 39 das 41 instalações nestes locais. As duas áreas restantes foram evitadas "por razões de segurança". O país apresentou em 24 de outubro um programa de destruição "sistemática, integral e verificada" do arsenal químico.

"A Opaq está satisfeita de ter verificado, e ter visto destruídos, equipamentos de todos os 23 locais importantes de produção/mistura/preenchimento declarados", disse o documento.

O programa deve ser examinado em uma reunião do conselho executivo da OPAQ em 5 de novembro. A partir deste documento, o organismo fixará os diferentes prazos para a destruição definitiva do arsenal químico sírio.

A Síria declarou à OPAQ 1.290 toneladas de armas químicas.

O programa de eliminação das armas obedece a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, o que evitou uma campanha militar iminente dos Estados Unidos contra a Síria em represália a um ataque químico cometido em agosto e atribuído ao governo de Damasco.

A OPAQ foi responsável pela supervisão da destruição do arsenal químico após a resolução da ONU. A organização internacional ganhou neste mês o Prêmio Nobel da Paz 2013, por seus "amplos esforços para eliminar" esses armamentos, principalmente em relação ao seu papel no conflito da Síria, segundo o Comitê do Prêmio Nobel da Noruega em Oslo.

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Com informações adicionais da agência Reuters

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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