atualizado às 12h03

Novo chefe de missão da ONU pede o fim da violência na Síria

 

O novo chefe da missão de observadores da ONU na Síria, o general norueguês Robert Mood, pediu o fim da violência a todas as partes, ao desembarcar neste domingo em Damasco. "Para obter o êxito do plano de Kofi Annan, peço a todas as partes o fim da violência", declarou.

Horas antes, observadores da ONU consideraram "extremamente importante" que todas as partes respeitem o cessar-fogo na Síria, onde 32 pessoas morreram no sábado.

Quinze observadores militares desarmados já se encontram na Síria, e nesta segunda-feira deverão chegar mais 15. A UNSMIS será composta, ao todo, por 300 integrantes.

Fonte da ONU explicaram que uma das funções de Mood é negociar as condições para a chegada dos observadores. O objetivo da UNSMIS é comprovar o cumprimento do plano de paz para a Síria, vigente desde 12 de abril, que estipula o fim da violência, a retirada dos tanques das cidades, a libertação dos detidos de forma arbitrária e o início de um diálogo entre o governo e a oposição, entre outros pontos.

O presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Jakob Kellenberger, considerou, em uma entrevista ao jornal suíço Der Sonntag, que é "importante que a missão tenha um deslocamento rápido".

Na quinta-feira passada, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu do regime de Bashar al Assad "o cumprimento de todos os compromissos" e qualificou a situação na Síria de "inaceitável". Damasco respondeu a Ban num editorial no jornal governamental Tishrin, no qual acusou a comunidade internacional de encorajar os ataques de grupos armados.

O opositor Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres, informou neste domingo que as forças governamentais mataram 22 civis e que 10 militares desertores faleceram em combates com o exército do regime de Bashar al-Assad no sábado.

Os civis morreram em várias províncias do país: oito em Hama e dois em Homs (centro), três em Idleb (noroeste), perto da fronteira turca, quatro em Aleppo (norte), quatro nos arredores de Damasco e um na cidade de Raga (nordeste).

Os 10 desertores morreram em combates na região de Damasco, segundo o OSDH, que também informou sobre confrontos entre rebeldes e soldados na cidade costeira de Latakia.

Desde o começo do conflito, em março do ano passado, mais de dez mil pessoas morreram na Síria, segundo dados da ONU.

Com informações da Efe e da AFP

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