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No "Dia da Ira", egípcios protestam contra o governo

25 jan 2011
09h49
atualizado em 28/1/2011 às 22h26

Dezenas de egípcios fizeram na terça-feira uma manifestação contra o governo no Cairo, como parte de uma jornada de protestos inspirada na recente rebelião tunisiana, e apelidada de "Dia da Ira" por alguns ativistas da internet.

Manifestantes tomaram as ruas de Cairo para protestar contra o governo e entraram em confronto com as forças policiais
Manifestantes tomaram as ruas de Cairo para protestar contra o governo e entraram em confronto com as forças policiais
Foto: AP

A rede se tornou um dos mais ativos focos de críticas ao presidente Hosni Mubarak, no poder desde 1981. Pela Internet, ativistas convocaram protestos contra a pobreza e a repressão, coincidindo com um feriado em homenagem à polícia. "Abaixo, abaixo Hosni Mubarak", gritaram os manifestantes em frente a um complexo judicial no centro da capital, que ficou cercado por policiais. A segurança foi reforçada em diversos pontos do Cairo e em outras áreas do Egito, para evitar que os protestos se propagassem.

"Gamal, avise o seu pai que os egípcios o odeiam", gritavam os manifestantes, referindo-se ao filho de Mubarak, que muitos consideram estar sendo preparado para suceder o pai, 82 anos. As manifestações de terça-feira são uma espécie de teste para a capacidade dos ativistas de levarem seus protestos da internet para as ruas.

"A barreira do medo caiu, acabou. Estou aqui para tentar fazer com que Hosni Mubarak caia. É um ditador como (Francisco) Franco na Espanha", disse um manifestante que se identificou como Halil. Desde o início da manhã, manifestantes se reuniram em diversos pontos da capital respondendo a uma convocação que teve início na internet, que coincidiu com a queda do presidente tunisiano, Ben Ali, em 14 de janeiro, após um mês de protestos.

"Estou muito, muito contente. Nunca tinha vivido algo assim, tomara que haja mudanças, tomara que Hosni Mubarak caia", declarou Mustafa. Às 12h30 no horário local (8h30 de Brasília), líderes opositores se reuniram diante da Corte Suprema no centro da capital egípcia.

Um dirigente do movimento islâmico Irmandade Mulçumana ressaltou a necessidade de se dissolver o Parlamento, após denunciar que as eleições parlamentares de novembro, na qual seu grupo não obteve nenhuma cadeira, foram fraudulentas. O protesto transcorreu de forma tranqüila com a exceção de alguns enfrentamentos pontuais, com o lançamento de gás lacrimogêneo e jatos de água por policiais sobre os manifestantes.

Com informações de agências internacionais

Fonte: Redação Terra
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