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Movimento civil na Argélia marca novo protesto contra governo

13 fev 2011
14h30
atualizado às 17h32

A Coordenação Nacional pela Democracia e Mudança, grupo integrado por várias organizações da sociedade civil e partidos políticos da Argélia, convocou neste domingo uma nova manifestação para o próximo sábado em Argel, em reivindicação à democratização do regime.

Manifestantes consideraram muito positivo o protesto em Argel, apesar da repressão policial
Manifestantes consideraram muito positivo o protesto em Argel, apesar da repressão policial
Foto: Reuters

Após uma reunião da direção do grupo para fazer um balanço das manifestações deste sábado na capital e em outras cidades, seus principais dirigentes consideraram muito positivo o protesto em Argel, apesar da repressão policial que impediu seu desenvolvimento, afirmaram fontes da Coordenação.

Os responsáveis da entidade estimaram que a manifestação da capital, a maior em dez anos, foi um primeiro passo positivo na recuperação na capacidade de mobilização popular do país. As mesmas fontes indicaram que a Coordenação também decidiu trabalhar para que outras organizações da sociedade civil se juntem ao movimento.

Na próxima semana, os dirigentes da entidade realizarão diversos atos para sensibilizar os cidadãos sobre a necessidade de mobilização por uma mudança democrática no país. A manifestação do próximo sábado deve adotar o mesmo percurso da passeata impedida neste sábado pelas forças policiais, com início na praça Primeiro de Maio e encerramento na dos Mártires, após um trajeto de cerca de dois quilômetros junto à baía de Argel.

Protestos semanais
Os grupos de oposição argelinos disseram que vão dar continuidade ao protesto que fizeram nesse fim de semana, fazendo uma manifestação na capital todos os sábados até que o governo mude.

A coalizão de grupos da sociedade civil, alguns sindicalistas e um partido de oposição que organizaram a manifestação, decidiu em reunião repetir os protestos semanalmente, aos sábados, e, ao mesmo tempo, recrutar novos adeptos à causa.

"Continuaremos a marchar até o regime cair. Cada sábado manteremos a pressão", disse Mohsen Belabes, um porta-voz do partido de oposição RCD, que ajudou a organizar o protesto de 12 de fevereiro.

Com informações de agências internacionais.

Fonte: Terra
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