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Jornalistas dizem ter sido presos por forças egípcias

2 fev 2011
21h20
atualizado às 22h53

No nono dia de protestos no Egito, ao menos seis jornalistas estrangeiros disseram ter sido presos ou agredidos por forças policiais ou manifestantes. O repórter da BBC Rupert Wingfield-Hayes foi detido pela polícia quando voltava de uma visita a um bairro rico do Cairo, onde fora conversar com um conselheiro do presidente Hosni Mubarak.

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"Na rua, fui confrontado por membros da elite governante egípcia - escolarizados, articulados e furiosos. Quando retornávamos de Heliópolis, nosso carro foi forçado a parar por outro grupo de homens bravos", contou o repórter. "Eles nos entregaram à temível Mukhabarat, a polícia secreta em suas jaquetas de couro marrom. Fomos algemados, vendados e levados a uma sala de interrogação. Três horas depois fomos soltos numa rua remota".

Anderson Cooper, jornalista da CNN, disse que sua equipe foi agredida enquanto passava por manifestantes pró-Mubarak. "Imediatamente regressamos, percebemos que a situação se deterioraria rapidamente. Voltamos a caminhar tranquilamente e então recebemos chutes e socos.

Tentamos ficar juntos e procurar um local seguro", disse Cooper. Segundo ele, os manifestantes tentaram quebrar a câmera da equipe. Também nesta quarta-feira, o jornal sueco Aftonbladet relatou que dois de seus repórteres foram atacados por uma multidão no Cairo e detidos por várias horas por soldados egípcios, que teriam os acusado de espionar para o serviço secreto israelense e ameaçado matá-los.

A rede de TV Al-Arabiya divulgou que um repórter da emissora que estava sumido reapareceu. Segundo a CNN, ele foi agredido por apoiadores de Mubarak e entregue a militares. A BBC relatou ainda que três jornalistas israelenses foram presos no Egito. Autoridades israelenses contataram o governo egípcio e pediu pela soltura dos três.

Além de denúncias de prisões e agressões, também houve relatos de revistas ocorridas em quartos onde jornalistas estão hospedados. Um produtor da TV Al-Jazeera disse que funcionários do Hilton Hotel estavam vistoriando quartos dos hóspedes e confiscando câmeras. Foram relatadas buscas em outros hotéis, inclusive em quartos de repórteres brasileiros.



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