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Jordanianos organizam ato contra governo de Hosni Mubarak

29 jan 2011
10h51
atualizado às 12h56

Quase 70 líderes islâmicos e sindicalistas participaram neste sábado de um ato político em frente à embaixada do Egito em Amã para expressar seu "apoio ao povo egípcio em sua revolução contra o ditador Mubarak".

Para reprimir as manifestações, o governo egípcio convocou o exército
Para reprimir as manifestações, o governo egípcio convocou o exército
Foto: AP

"Mubarak é um traidor e um agente americano", gritavam os participantes, referindo-se ao presidente egípcio Hosni Mubarak, no poder desde 1981, cuja renúncia é a principal exigência dos manifestantes que desde terça-feira protestam em todo o Egito.

"Hosni Mubarak, a Arábia Saudita está te esperando", cantavam, numa alusão ao asilo concedido pela monarquia saudita ao ex-presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Al, deposto pela chamada Revolução de Jasmim este mês.

O descontentamento com o governo também cresce na Jordânia, onde a derrubada do presidente da Tunísia inspirou manifestantes a organizar protestos semelhantes. Pelo menos 3 mil pessoas participaram na sexta-feira em Amã de uma passeata convocada pela Irmandade Muçulmana, em protesto contra as condições de vida e a política econômica e em defesa de reformas e uma mudança de governo.

Egípcios desafiam governo Mubarak
A onda de protestos dos egípcios contra o governo do presidente Hosni Mubarak, iniciados no dia 25 de janeiro, tomou nova dimensão na última sexta-feira. O governo havia tentado impedir a mobilização popular cortando o sinal da internet no país, mas a medida não surtiu efeito. No início do dia dia, dois mil egípcios participaram de uma oração com o líder oposicionista Mohama ElBaradei, que acabou sendo temporariamente detido e impedido de se manifestar.

Os protestos tomaram corpo, com dezenas de milhares de manifestantes saindo às ruas das principais cidades do país - Cairo, Alexandria e Suez. Mubarak enviou tanques às ruas e anunciou um toque de recolher, o qual acabou virtualmente ignorado pela população. Os confrontos com a polícia aumentaram, e a sede do governista Partido Nacional Democrático foi incendiada.

Já na madrugada de sábado (horário local), Mubarak fez um pronunciamento à nação no qual ele disse que não renunciaria, mas que um novo governo seria formado em busca de "reformas democráticas". Defendeu a repressão da polícia aos manifestantes e disse que existe uma linha muito tênue entre a liberdade e o caos. A declaração do líder egípcio foi seguida de um pronunciamento de Barack Obama, que pediu a Mubarak que fizesse valer sua promessa de democracia. O governo encabeçado por Ahmed Nazif confirmou sua renúncia na manhã de sábado.



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