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Imprensa chinesa atribui violência de Xinjiang a rebeldes sírios

1 jul 2013
10h58
atualizado às 11h05
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A imprensa estatal chinesa acusou nesta segunda-feira a oposição síria de treinar extremistas islâmicos responsáveis pela pior onda de violência em quatro anos na província de Xinjiang, no oeste da China.

Habitualmente, a China atribui incidentes nessa região, habitada principalmente por muçulmanos da etnia uigur, a separatistas islâmicos que querem estabelecer o Estado independente do Turquestão Oriental.

Aparentemente, esta é a primeira vez que Pequim atribui a violência a grupos da Síria, embora em outras ocasiões o governo já tenha feito acusações contra forças externas, especialmente do Paquistão.

O presidente chinês, Xi Jinping, presidiu um fórum em Pequim no último sábado sobre a manutenção da estabilidade em Xinjiang.

Na semana passada, dois ataques em Xinjiang deixaram 35 mortos, levando o governo a mobilizar um grande reforço policial em Urumqi, a capital regional. O governo culpou uma gangue envolvida em "atividades religiosas extremistas".

Muitos uigures em Xinjiang acusam o governo chinês de restringir sua cultura, língua e religião.

O Global Times, um tabloide de propriedade do jornal oficial do Partido Comunista, o Diário do Povo, disse que alguns membros da facção Turquestão Oriental tinham se mudado da Turquia para a Síria.

"Recentemente, este repórter do Global Times ficou sabendo com exclusividade das autoridades chinesas antiterrorismo que desde 2012 alguns membros da facção do 'Turquestão Oriental' entraram na Síria a partir da Turquia, participaram de organizações extremistas, religiosas e terroristas dentro das forças da oposição síria e lutaram contra o Exército sírio", disse o jornal.

"Ao mesmo tempo, esses elementos do 'Turquestão Oriental' identificaram os candidatos a entrar em território chinês para planejar e executar ataques terroristas."

Autoridades prenderam um "terrorista" de 23 anos, conhecido como Maimaiti Aili, pertencente ao Movimento Islâmico do Turquestão Oriental, segundo a reportagem, acrescentando que ele havia participado da guerra na Síria.

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