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Exército sírio expulsa rebeldes de bairro estratégico em Aleppo

9 ago 2012 16h54
| atualizado às 17h31
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A ofensiva em grande escala que as forças governamentais sírias lançaram ontem obrigou nesta quinta-feira os rebeldes a se retirarem do bairro estratégico de Salah ad-Din, em Aleppo, onde segue havendo uma batalha feroz pelo controle da cidade. A imprensa oficial síria informou que as tropas retomaram o controle do bairro, assim como sobre outros próximos a Aleppo, como Asila, Bab al Nasr e Khan al-Wazir, e expulsaram os "grupos terroristas".

No entanto, os insurgentes asseguram que continuam em suas ruas, recuados à espera de que os militares entrem para atacá-los. "Diante dos fortes bombardeios do regime sobre Salah ad-Din, com foguetes que abrem buracos de três metros de diâmetro e destroem muitos prédios, os combatentes se retiraram para o interior em uma manobra tática para criar obstáculos de resistência", disse à Agência Efe o número dois do Exército Livre Sírio (ELS), Malek Kurdi.

O braço direito dos rebeldes acrescentou que o exército utiliza tanques de combate classe T-82 de fabricação russa, contra os quais os lança-granadas tipo RPG do mal armado ELS têm pouca efetividade. Uma ativista da mesma cidade, Wed Al-Hayat, informou à Efe por telefone que o recuo se deve à escassez de munição e de armamento para enfrentar as forças do regime de Bashar al Assad.

"Há poucas brigadas do Exército Livre Sírio (em Salah ad-Din) e os bombardeios são muito intensos", acrescentou Wed, que destacou a presença de um alto número de franco-atiradores na região. Apesar disso, a infantaria evita penetrar por enquanto em Salah ad-Din, "já que sabem que o ELS os fará emboscadas", argumentou Kurdi.

"O ELS faz uma guerra de guerrilhas em Salah ad-Din e está consciente de que, se retirando totalmente do bairro, as forças do regime o ocuparão imediatamente", analisou. O bairro de Salah ad-Din está situado no sudoeste da cidade de Aleppo, e seu controle é fundamental na batalha pela cidade, centro econômico da Síria que nas últimas semanas foi palco de fortes enfrentamentos entre as tropas do regime e os grupos insurgentes.

EFE   
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