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Annan tenta salvar missão da ONU na Síria com apoio da Rússia

16 jul 2012
15h59
atualizado às 16h18

O mediador internacional na Síria, Kofi Annan, chegou nesta segunda-feira a Moscou para tentar salvar a missão da ONU no país árabe, que expira na próxima sexta, com apoio dos dirigentes russos.

"Buscamos um prolongamento do mandato da missão (da ONU) e sua possível modificação, visando uma maior ênfase política", afirmou o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, em entrevista coletiva.

Após o encontro com Lavrov, Annan voltará ao Kremlin amanhã para se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, que ainda defende uma possível saída diplomática para o conflito na Síria.

O mediador da ONU e da Liga Árabe tenta buscar apoios mais sólidos dos países da região e das potências ocidentais à missão dos 300 observadores na Síria diante do aumento da violência e do crescente ceticismo da oposição armada em território sírio.

Desta forma, a comunidade internacional denuncia que o regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, unicamente ganha tempo com a presença da ONU em seu território para continuar reprimindo a população e também evitar uma possível intervenção externa.

Neste aspecto, os Estados Unidos, os países europeus e a Turquia são partidários de dar um ultimato a Damasco para cumprir os seis pontos do plano de paz de Annan, em particular a retirada das forças armadas das cidades.

A Rússia, por outro lado, se mantém fiel ao plano de paz de Annan e propôs um projeto de resolução para prolongar por mais três meses a presença dos observadores civis e militares das Nações Unidas no país árabe.

"Se nossos parceiros têm o propósito de bloquear nossa resolução, a missão (de observadores) da ONU não terá mandato e terá que abandonar Síria. Isso seria lamentável", comentou Lavrov.

Ao mesmo tempo, o ministro russo admitiu a possibilidade do Conselho de Segurança declarar uma "prorrogação técnica" da missão para que os observadores continuem trabalhando no terreno.

A Rússia respalda o plano de Annan desde o início por considerar que seu cumprimento, por parte do regime e dos rebeldes, ainda é a melhor forma de evitar uma guerra civil.

EFE   
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