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Desemprego, energia e comércio: desafios da União Europeia

Diante da crise nas relações entre Rússia e Ucrânia, grupo pretende criar uma "Comunidade Europeia da Energia" nos próximos dez anos; o combate ao desemprego é uma das prioridades

16 mai 2014 18h50
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Trabalhadores marcham durante manifestação realizada na Grécia, no 1º de maio, contra as medidas de austeridade que causaram um aumento dramático do desemprego e da pobreza 
Foto: AP

Luta contra desemprego, segurança energética, comércio internacional, são alguns dos desafios enfrentados pela União Europeia nos próximos cinco anos.

A luta contra o desemprego, que aflige 26 milhões de pessoas, é a prioridade absoluta dos líderes europeus.

As instituições europeias têm poucas prerrogativas no setor social, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos. Já criaram vários instrumentos para propor práticas ou formações aos jovens com menos de 25 anos, como a "Garantia juvenil", ou lançaram programas para distribuir fundos às regiões mais afetadas.

Embora haja quem defenda a política de "consolidação fiscal" e os programas de austeridade lançados quando começou a crise econômica, são crescentes as vozes que insistem na necessidade de acelerar medidas para favorecer o crescimento.

A Associação Transatlântica de Comércio e Investimento (ATCI), tratado de livre comércio que teve as negociações iniciadas pela comissão europeia atual, consolida a desconfiança da opinião pública por sua falta de transparência.

A possibilidade de que seja assinado um acordo em que se ceda a competência para resolver os conflitos comerciais a tribunais arbitrais, como os que existem nos Estados Unidos, não favorece a aceitação do acordo.

As divergências entre os dois blocos são inúmeras, o que impede o avanço das negociações já prejudicadas pelo escândalo de espionagem por parte dos Estados Unidos. Por isso, as possibilidades de fechar o mais importante acordo de livre comércio do mundo no final de 2015 são muito baixas.

O avanço das negociações dependerá muito do próximo comissário de comércio e da confiança que conseguirá incutir nas capitais europeias.

A crise na Ucrânia e suas consequências nas relações entre UE e Rússia levam os europeus a diversificarem e garantirem seu fornecimento energético. Todas as opções estão em jogo, incluindo a nuclear e a de hidrocarbonetos não convencionais.

O objetivo é reduzir o estado de dependência e uma conta anual de 400 bilhões de euros para a compra de petróleo, gás e carvão pelos países da UE. A criação de uma "Comunidade Europeia da Energia" é considerado um objetivo para os próximos dez anos.

A política energética deve considerar também os objetivos de luta contra o aquecimento global, que incide na matriz energética.

Tensões no leste e no sul
Focos de tensão não faltarão, em particular entre os vizinhos da UE, como acontece na Ucrânia ou com a forte incerteza no Oriente Médio e no norte da África, três anos depois das "primaveras árabes".

Para gerenciar o fluxo migratório irregular, a UE planeja reforçar a cooperação com os países africanos e com a Turquia, assim como estabelecer caminhos para a imigração legal.

Nos próximos cinco anos, a UE continuará sendo um clube de 28 países. Nenhum dos candidatos atuais conseguirá concluir as reformas e se adequar às normas europeias dentro do próximo período.

Novidades podem aparecer no interior da própria UE, com os referendos de independência na Escócia e na Catalunha. Uma vez realizados, a coesão dos 28 pode ser colocada à prova, tendo em vista as divergências sobre a possibilidade de que essas duas regiões mantenham o vínculo com a UE.

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