2 eventos ao vivo

Dalai Lama diz que morte de Bin Laden foi justificada

4 mai 2011
14h50
atualizado às 16h13

O Dalai Lama disse nesta quarta-feira durante uma conferência na Universidade do Sul da Califórnia (USC) que a morte de Osama bin Laden no Paquistão foi uma ação justificada, informa o jornal Los Angeles Times.

Como ser humano, Bin Laden pode ter merecido compaixão e inclusive o perdão por seus atos, explicou o líder espiritual tibetano em resposta a uma pergunta sobre a morte de Osama.

"Perdoar não significa esquecer o que aconteceu. Caso se trate de algo sério e for necessário tomar medidas, deve-se então tomar estas medidas", afirmou.

O Dalai Lama, 75 anos, iniciou nesta quarta uma visita de quatro dias ao sul da Califórnia. A viagem precisou ser adiada depois que o líder espiritual ficou doente durante passagem pelo Japão, o que o obrigou a cancelar aparições em Long Beach e na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

O líder tibetano, que chegou a colocar um boné da equipe de beisebol da USC durante a conferência, falou para cerca de 3 mil estudantes em sua primeira visita aos EUA desde que anunciou, em março, sua intenção de ceder o poder político do Tibete a um líder "livremente eleito".

Durante a conferência, chamada "Éticas seculares, valores humanos e sociedade", o Dalai Lama falou sobre assuntos como a consciência dos animais, a força da sociedade multicultural indiana e a natureza da felicidade, segundo o "Los Angeles Times".

O 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, que vive exilado na Índia desde 1959, receberá hoje um prêmio da Anistia Internacional em Long Beach e discursará na Universidade de Irvine.

Osama bin Laden é morto no Paquistão
No final da noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. "A justiça foi feita", afirmou Obama num discurso histórico representando o ápice da chamada "guerra ao terror", iniciada em 2001 pelo seu predecessor, George W. Bush. Osama foi encontrado e morto em uma mansão na cidade paquistanesa de Abbottabad, próxima à capital Islamabad, após meses de investigação secreta dos Estados Unidos .

A morte de Bin Laden - o filho de uma milionária família que acabou por se tornar o principal ícone do terrorismo contemporâneo -, foi recebida com enorme entusiasmo nos Estados Unidos e massivamente saudada pela comunidade internacional. Três dias depois e ainda em meio resquícios de dúvidas sobre o fim de Bin Laden, a Casa Branca decidiu não divulgar as fotos do terrorista morto. Enquanto isso, Estados Unidos e Paquistão debatem entre si as responsabilidades e falhas na localização do líder da Al-Qaeda.

EFE   
publicidade