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21 de abril de 2009 • 07h11

Dados e informações gerais sobre a África do Sul

 

Dados e informações gerais sobre a África do Sul, que realiza eleições presidenciais, regionais e municipais amanhã:.

NOME OFICIAL: República da África do Sul.

LOCALIZAÇÃO: Sul do continente africano. Faz fronteira ao norte com Namíbia, Botsuana e Zimbábue; ao leste com Moçambique, Suazilândia e o Oceano Índico; a oeste com o Oceano Atlântico. O Lesoto está incrustado na região centro-leste sul-africana.

SUPERFÍCIE: 1.221.038 quilômetros quadrados.

POPULAÇÃO: 47,5 milhões de habitantes (2007).

CAPITAIS: Pretória (administrativa), Cidade do Cabo (legislativa) e Bloemfontein (judiciária). Johanesburgo, por sua vez, é a maior cidade do país e centro financeiro e industrial.

IDIOMA: 11 oficiais (africâner, inglês, sepédi, chosa, zulu, soto, tsuana, suazi, nedebele, venda e tsonga).

RELIGIÃO: Cristianismo (mais de 80%). Também são professadas religiões tradicionais africanas e há minorias hindus e muçulmanas.

SISTEMA POLÍTICO: A República da África do Sul tem um Governo central e nove administrações provinciais.

Em 22 de dezembro de 1993, o Parlamento aprovou uma Constituição que acabava com o sistema de segregação racial do "apartheid" e estabelecia como forma de Governo a democracia parlamentar.

O presidente é eleito pela Assembleia Nacional, composta por 400 deputados e que também designa um Senado de 90 membros.

CHEFE DE ESTADO E DE GOVERNO: Kgalema Motlanthe, desde setembro de 2008, quando substituiu Thabo Mbeki, presidente de 1999 a 2008, destituído por seu partido, o Congresso Nacional Africano (CNA).

PRINCIPAIS PARTIDOS POLÍTICOS: Congresso Nacional Africano (CNA), Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês), Partido Inkhata da Liberdade (IFP, em inglês) e o Congresso do Povo (Cope, em inglês), grupo de dissidentes do CNA que disputa eleições pela primeira vez.

FORÇAS ARMADAS: Em agosto de 2001, a Força Nacional de Defesa Sul-Africana (SANDF) possuía 61,5 mil oficiais.

MOEDA: Rande.

PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB): US$ 277,5 bilhões (2007).

PIB PER CAPITA: US$ 9.800 (2007).

CRESCIMENTO ECONÔMICO: 5,3% (2007).

INFLAÇÃO: 11,5% (2008).

TAXA DE DESEMPREGO: 24,3% (2007).

HISTÓRIA E EVOLUÇÃO POLÍTICA: A África do Sul conquistou sua independência em 1961, e o Partido Nacional (PN), que chegou ao poder em 1948, forjou a política do "apartheid".

Após uma série de primeiros-ministros, o primeiro presidente-executivo foi Pieter Willem Botha, e o último, Frederick de Klerk.

A política de discriminação levou a ONU em 1961 a proibir a venda de armas à África do Sul, e em 1971 a condená-la explicitamente, com um isolamento que durou até 15 de abril de 1991, depois de De Klerk ter legalizado em fevereiro de 1990 os antigos movimentos de libertação, entre eles o CNA.

O então presidente-executivo libertou na ocasião os líderes de tais movimentos, incluindo Nelson Mandela, que passou 27 anos na prisão.

De Klerk e Mandela chegaram, em fevereiro de 1993, a um acordo para a realização de eleições em 27 de abril de 1994, e por isso os dois dirigentes foram agraciados com o Nobel da Paz.

Com as eleições de 1994, acabaram três séculos de dominação branca e de segregação racial. O CNA, de Mandela, venceu o pleito. O famoso ativista se tornaria, em 10 de maio do mesmo ano, o primeiro presidente negro da África do Sul.

Dois anos depois, em 1996, deu início a seus trabalhos na Comissão para a Verdade e Reconciliação, com o objetivo de investigar as violações dos direitos humanos cometidas de 1960 a 1993.

Após a saída de Mandela da vida pública, Thabo Mbeki, que era seu vice-presidente e então líder do CNA, foi eleito chefe de Estado em junho de 1999. Acabaria reeleito em 2004.

Em junho de 2005 Jacob Zuma foi afastado da Vice-Presidência, após a divulgação de denúncias que davam conta de cobrança de propinas a uma empresa armamentícia francesa.

Pelo caso, foi condenado a 15 anos de prisão o assessor financeiro de Zuma, Schabir Shaik.

Em dezembro de 2007, ocorreu a ressurreição política de Zuma, que foi eleito presidente do CNA, derrotando Mbeki. Por isso, Zuma agora é candidato à chefia de Estado sul-africana.

Em setembro de 2008, a liderança executiva do CNA obrigou a Mbeki a apresentar sua renúncia, após acusá-lo de participar de uma suposta conspiração política para impulsionar o processamento de Zuma por corrupção.

Dias depois, o vice-presidente do CNA, Kgalema Motlanthe, assumiu a Presidência interina da África do Sul até a realização de eleições gerais em 2009.

A Procuradoria Geral da África do Sul retirou no último dia 6 as acusações de corrupção contra Zuma, após quase dez anos de polêmicas nos tribunais, e permitiu que o candidato chegasse às urnas livre de problemas com a Justiça.

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