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Conselho de Segurança da ONU estende por 30 dias missão na Síria

Por Micheles Nichols

NAÇÕES UNIDAS, 20 Jul (Reuters) - O Conselho de Segurança da ONU votou por unanimidade nesta sexta-feira a extensão da missão de vigilância na Síria por 30 dias, mantendo viva uma parte fundamental do plano do mediador internacional Kofi Annan para acabar com o conflito de 16 meses.

O conselho de 15 membros aprovou uma medida proposta pela Grã-Bretanha para prorrogar o mandato dos monitores, que iria expirar às 01h de sábado (horário de Brasília).

A Rússia --que com a China vetou uma resolução anterior que teria aberto a porta para sanções ao governo do presidente sírio, Bashar al-Assad-- retirou suas objeções à proposta britânica depois que ela foi ampliada para exigir que tanto as forças governamentais quanto os combatentes rebeldes tomem medidas para acabar com a violência.

A nova resolução estabelece que o Conselho apenas consideraria extensões adicionais para a missão "no caso de relatórios do Secretário-Geral e do Conselho de Segurança confirmarem a cessação do uso de armas pesadas e uma redução suficiente no nível de violência por todos os lados" para permitir que os monitores da ONU possam operar.

Tanto os Estados Unidos quanto a Grã-Bretanha descreveram a nova resolução como uma última chance para os observadores.

"Se nos próximos 30 dias houver uma mudança nessa dinâmica e essas condições forem satisfeitas, então é claro que o Conselho de Segurança, por recomendação do secretário-geral, irá analisar o futuro da missão", disse o embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, aos repórteres.

"Mas se a situação não mudar, então, obviamente, a missão será retirada após 30 dias", acrescentou ele.

A missão da ONU na Síria tem até 300 observadores militares desarmados, cujo papel tem sido o de monitorar um cessar-fogo fracassado acertado em 12 de abril. A maior parte da sua atividade de acompanhamento foi suspensa em 16 de junho devido ao aumento do risco com a violência crescente.

Há também cerca de 100 civis trabalhando para uma solução política e monitorando questões como os direitos humanos.

A embaixadora norte-americana nas Organização das Nações Unidas, Susan Rice, disse a jornalistas que os EUA tinham aderido relutantemente à nova resolução, mas descreveu-a simplesmente como um plano de saída para as equipes de monitoramento.

"A votação de hoje para estender a Unsmis por um período final de 30 dias não foi a resolução que os Estados Unidos tinham a esperança de aprovar em primeira instância. Nossa forte preferência era para aprovar a resolução que foi, lamentavelmente, vetada ontem'', afirmou Rice.

Para a embaixadora norte-americana, a extensão vai "permitir que (a Unsmis) se retire de forma segura e ordenada".

Rice afirmou que estava cética que as autoridades sírias deixariam de usar armas pesadas e a violência diminuiria o suficiente para o Conselho ponderar a renovação da missão além da prorrogação de 30 dias.

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