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Combates entre rebeldes congoleses e exército deixam pelo menos 130 mortos

15 jul 2013
13h43
atualizado às 14h16
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Pelo menos 130 pessoas morreram no leste da República Democrática do Congo (RDC) nos confrontos que começaram ontem, domingo, entre o exército e o grupo rebelde M23, informou nesta segunda-feira o governo. Os combates entre o M23 e o exército congolês recomeçaram em junho em Kivu do Norte, quando os rebeldes ameaçaram voltar a ocupar Goma, como fizeram em novembro de 2012.

Entre os mortos estão 120 insurgentes e 10 soldados das Forças Armadas da RDC, informou o porta-voz do Executivo, Lambert Mende, em entrevista coletiva realizada em Kinshasa. Os confrontos, que continuaram hoje, aconteceram na cidade de Mutaho, a cerca de dez quilômetros de Goma, capital da província de Kivu do Norte, na fronteira com a Ruanda.

"O resultado desses enfrentamentos ainda não é definitivo", informou Mende, ao detalhar que "uma dúzia de rebeldes foram capturados pelas forças leais". "As FARDC responderam com coragem e eficácia a esta agressão contra nosso território", disse o porta-voz governamental, que acrescentou que o exército controla a situação em Mutaho.

Os combates entre o M23 e o exército congolês recomeçaram em junho em Kivu do Norte, quando os rebeldes ameaçaram voltar a ocupar Goma, como fizeram em novembro de 2012. À época, os rebeldes se retiraram de Goma, após a pressão da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos e o compromisso do governo da RDC de negociar com eles.

Também em junho começou o envio da brigada de intervenção da Missão da ONU para a Estabilização da RDC (Monusco) na fronteira com Ruanda, a fim de combater aos grupos armados. Soldados da brigada, integrada em sua totalidade por cerca de 4 mil soldados de países da região, patrulham há semanas Goma, capital da província oriental de Kivu do Norte, rica em minerais.

O M23 é composto por soldados congoleses amotinados, alguns deles membros do antigo Congresso Nacional para a defesa da cidade supostamente fiéis ao rebelde Bosco Ntaganda, processado pela Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra.

EFE   

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