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Cardeal de Viena eleva tom contra revolta de padres

17 set 2011
13h45
atualizado às 14h01

O chefe da comunidade Católica Romana de Viena descartou grandes mudanças exigidas pelos sacerdotes dissidentes e disse que poderia haver "grave conflito" se eles desafiarem o ensinamento da Igreja sobre o celibato ou dar a comunhão aos divorciados novamente casados.

O cardeal de Viena, Christoph Schoenborn, disse que não provocaria um cisma com os líderes do Vaticano ao permitir que os sacerdotes violem regras da Igreja Católica, depois que um grupo de padres emitiu o manifesto "Chamada à Desobediência" para tentar pressionar a reforma.

Em entrevistas a rádio e televisão austríacas durante o final de semana, Schoenborn apoiou o celibato dos padres, a limitação da ordenação a homens e a preservação do casamento como um compromisso para toda a vida.

"Se na nossa diocese aqui eu saio da sintonia com a comunidade da Igreja Católica, então eu iria liderar um cisma em nossa diocese. Eu não estou pronto para isso e acho que nenhum bispo austríaco está pronto para isso", disse ele no sábado.

Na noite de sexta-feira, ele novamente advertiu sacerdotes dissidentes que enfrentarão consequências se prosseguirem com a revolta.

"Trata-se de ações que claramente contradizem a doutrina católica sobre a fé, então elas podem levar a um sério conflito", disse ele, acrescentando que não é tarde demais para chegar a um acordo numa segunda rodada de conversações, prevista ainda para este ano.

"Todas as possibilidades estão abertas. Conto com o diálogo e a cooperação", disse ele.

Dissidentes liderados pelo pároco Helmut Schueller emitiram o manifesto e dizem esperar que a campanha convença Schoenborn a promover as reformas com o Papa Bento 16 e o Vaticano.

Os dissidentes, que possuem amplo apoio público nas pesquisas de opinião, dizem que vão quebrar as regras da Igreja, dando a comunhão aos protestantes e católicos divorciados novamente casados ou permitindo que leigos preguem e chefiem paróquias sem padre.

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