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Burundi vota em tensas eleições presidenciais

28 jun 2010
07h00

O Burundi abriu hoje os colégios eleitorais para as eleições presidenciais com um só candidato, o atual presidente, Pierre Nkurunziza, no meio da tensão pelos novos ataques com granada da noite passada, sem feridos.

"A situação está sob controle. O Exército e a Polícia mantêm a segurança de forma conjunta e só lamentamos o lançamento de três granadas em Bujumbura" durante a noite do domingo, que não causaram feridos, disse hoje à imprensa o ministro da Segurança Pública, Alain Guillaume Bunyoni.

Os 28 mil soldados do Exército burundinês e os 18 mil membros do corpo de Polícia estão a cargo da segurança em uma jornada eleitoral na qual algo mais de 3,5 milhões de cidadãos foram convocados às urnas em uma eleição da qual os seis candidatos da oposição se retiraram.

Além disso, estão espalhados pelo Burundi, para supervisionar o pleito, cerca de 7.000 observadores locais, 30 da União Europeia, 40 da União Africana e 24 enviados pela Comunidade Africana Oriental, da qual fazem parte Ruanda, Uganda, Quênia, Tanzânia e o próprio Burundi.

O sistema de votação do Burundi requer que os eleitores depositem em um envelope branco a cédula do candidato em quem querem votar e em um envelope negro as cédulas dos demais candidatos.

Como nesta ocasião só Nkurunziza concorre, os eleitores terão que introduzir a cédula do atual presidente em um dos dois envelopes, o que na prática transforma a votação em um plebiscito sobre a figura de Nkurunziza no qual a participação terá um significado importante.

Devido à simplicidade do processo, espera-se que a comissão eleitoral anuncie os resultados com prontidão, como aconteceu no pleito municipal de 24 de maio, quando no dia seguinte já havia resultados preliminares e em 28 de maio foram anunciados os definitivos.

EFE   

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