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Brasil e Paraguai concordam que acordo com UE é prioridade para Mercosul

15 jul 2015
18h56
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Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e do Paraguai, Eladio Loizaga, concordaram que a busca de um acordo comercial com a União Europeia (UE) é uma prioridade para o Mercosul, que realiza a partir de amanhã, quinta-feira, sua cúpula semestral em Brasília.

O Brasil entregará na próxima sexta-feira a presidência rotativa do bloco ao Paraguai, e Vieira recebeu Loizaga nesta quarta-feira no Palácio do Itamaraty, na véspera da Reunião Ordinária do Conselho Mercado Comum (CMC) do Mercosul, a primeira atividade oficial da cúpula.

O CMC é integrado pelos chanceleres de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela, os cincos membros plenos do bloco, e, após uma primeira reunião privada, eles receberão delegados de Chile, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Suriname e Guiana, países que têm status de Estados associados ao bloco.

Após a reunião entre Vieira e Loizaga, fontes oficiais brasileiras disseram à Agência Efe que ambos concordaram que uma das principais prioridades do bloco é levar a bom termo a negociação com a UE.

Essas conversas se arrastam sem sucesso há mais de uma década e meia, mas agora ambas as partes se comprometeram a apresentar antes do fim de ano suas respectivas ofertas, um passo indispensável para iniciar formalmente o processo negociador.

Segundo Brasil e Paraguai, "é preciso avançar nesse processo para ampliar os horizontes para as exportações dos países do Mercosul, que precisam de maior abertura para conquistar novos mercados", disseram as fontes consultadas pela Efe.

Na reunião do CMC também serão analisados assuntos relacionados ao processo de adesão da Bolívia como sexto membro pleno do bloco.

O protocolo de adesão do país andino foi assinado em dezembro de 2012, quando o Paraguai estava suspenso em consequência da cassação do presidente Fernando Lugo.

Por esse motivo haverá uma modificação burocrática no protocolo, de modo que o Paraguai possa assinar e remeter também ao seu parlamento o protocolo para seu devido trâmite, que já foi aprovado na Argentina, Uruguai e Venezuela e ainda está pendente no Brasil.

Como antessala da cúpula, hoje foram inaugurados em Brasília os debates do chamado Mercosul Social, que reúne organizações da sociedade civil dos cinco países.

Na primeira sessão discursou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, que avaliou as melhorias dos indicadores sociais experimentados pelos países do bloco na última década.

O ministro também encorajou os movimentos sociais a procurar maior participação no processo de decisões do Mercosul, um bloco que afirmou que "deve estar ao serviço da sociedade".

Os presidentes que participarão da cúpula são esperados amanhã à noite na capital brasileira, onde acontecerá uma breve reunião, seguido por um almoço oferecido pela presidente Dilma Rousseff, anfitriã do encontro.

Segundo fontes oficiais, confirmaram presença os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner; do Paraguai, Horacio Cartes; do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Venezuela, Nicolás Maduro.

Também estarão presentes os presidentes da Bolívia, Evo Morales; e da Guiana, David Granger, únicos líderes dos Estados associados ao Mercosul que já anunciaram que viajarão para Brasília.

A presidente chilena, Michelle Bachelet, será representada por seu ministro do Interior, Jorge Burgos, e o equatoriano Rafael Correa encaminhou essa tarefa para seu vice-presidente, Jorge Glas.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, também não participará, e as autoridades brasileiras ainda esperavam hoje a confirmação dos presidentes do Suriname, Dési Bouterse, e do Peru, Ollanta Humala, embora sua presença fosse dada quase por descartada, pois não solicitou a devida autorização ao Congresso.

EFE   
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