0

Bin Laden: de milionário a terrorista mais procurado no mundo

2 mai 2011
00h39
atualizado às 07h35

Membro da proeminente e milionária família Bin Laden, Osama bin Mohammed bin Awad bin Laden, nascido a 10 de março de 1957 em Yeda, na Arábia Saudita, foi o fundador e líder da organização terrorista Al-Qaeda, apontada como a responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Bin Laden integrava a lista das 10 pessoas mais procurados pelo FBI, e o Departamento de Estado dos EUA oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões pela sua captura.

Alguns pesquisadores estimam que ele tenha se graduado em engenharia civil, outros afirmam que o curso escolhido por Bin Laden foi administração pública. Outras fontes defendem que o líder da Al-Qaeda deixou a universidade no terceiro ano, após perceber que o seu grande interesse era a religião islâmica.

Durante a juventude, ele ainda realizou trabalhos beneficentes e escreveu poesias. Depois, veio a participar, de forma voluntária, do levante islâmico contra os soviéticos, em 1980, no Afeganistão, organizando e financiando milícias armadas. Neste período, ele teria recebido ajuda de organismos de inteligência americanos, interessados em patrocinar os guerrilheiros no combate contra os soviéticos. Após este período, se estabeleceu no Sudão e iniciou a estruturação da Al-Qaeda.

Após os ataques de 11 de setembro, que representaram o auge da atividade da Al-Qaeda, Osama nin Laden se tornou o principal procurado dos Estados Unidos. Seus rastros, todavia, se perderam no sul do Afeganistão - país ulteriormente invadido ainda em 2001 - e na fronteira com o Paquistão. Das esparsas certezas sobre ele, o que se obtinha era originado de gravações de áudio e vídeo, dispersamente transmitidas ao longo dos anos.

Alto, magro, sempre usando barba, Bin Laden nasceu em Riad. Filho de um magnata saudita da construção próximo da família real, utilizou sua fortuna para financiar a Jihad (guerra santa) contra os soviéticos e depois contra os americanos. Em 1973, Bin Laden travou contato com grupos islamitas. Após a invasão soviética do Afeganistão em 1979, viajou para este país para combater os invasores com o apoio da CIA, a Agência Central de Inteligência americana.

Sua organização, a Al-Qaeda (em árabe, "a base"), foi fundada em 1988, um ano antes da retirada soviética do Afeganistão. Em 1989, voltou à Arábia Saudita. Após o estouro da guerra do Golfo em 1991, ele criticou a família real por ter autorizado o desdobramento de soldados americanos em território saudita, o que o fez ser declarado persona non grata no país.

Bin Laden instalou-se então no Sudão, onde os serviços americanos de inteligência o acusaram de financiar campos de treinamento de terroristas. Em 1994, foi definitivamente privado da nacionalidade saudita. Em 1996 o Sudão, submetido à pressões americanas e da ONU, pediu a Bin Laden que fosse embora do país. Ele foi então para o Afeganistão, onde fez funcionar uma dezena de campos de treinamento e lançou apelos contra os Estados Unidos.

A ação mais espetacular atribuída a Bin Laden antes do dia 11 de setembro foi um ataque contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, no dia 7 de agosto de 1998, que causou 224 mortos e milhares de feridos. Bin Laden também foi acusado de ter ordenado o ataque contra o navio americano "USS Cole" no Iêmen, que fez 17 mortos em outubro de 2000.

O histórico de Bin Laden à frente da Al-Qaeda, aliado ao status obtiado frente ao governo americano, fez dele um símbolo popular do terrorismo em todo o mundo. Analistas estimam que sua morte pode desempenhar um papel fundamental na luta das autoridades, e Obama, em seu pronunciamento que confirmou a morte do líder, afirmou que a justiça havia sido feita.

Morte de Osama bin Laden
Na noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. Antes das forças americanas agirem, o líder dos EUA informou ao presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, que o terrorista havia sido localizado em mansão na cidade de Abbottabad, perto de Islamabad, capital do Paquistão. "Ligamos para o presidente paquistanês para deixar claro que não estávamos declarando guerra ao governo", informou Obama. "Os EUA não estão nem nunca estarão contra o Islã, mas contra a Al-Qaeda e seus líderes", afirmou. Segundo Obama, matar Osama bin Laden era prioridade do governo americano. "A justiça foi feita", disse. Mentor dos ataques de 11/9, Osama bin Laden era o terrorista mais procurado do mundo .

Com informações das agências internacionais.

Fonte: Terra

compartilhe

publicidade
publicidade