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Atentado em Londres
Quinta, 9 de março de 2006, 10h45  Atualizada às 16h36
Blair garante a Lula investigação no caso Jean
 
Reuters
Primeiro-ministro Tony Blair se encontra com Lula em Londres
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, expressou hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva suas profundas desculpas pelo trágico incidente que matou o brasileiro Jean Charles de Menezes em Londres, baleado por agentes à paisana que o confundiram com um terrorista suicida.

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    "Mais uma vez, deixe-me dizer-lhe que oferecemos nossas mais profundas desculpas à família (de Jean Charles) por este trágico fato e eu, certamente, asseguro ao presidente que haverá uma investigação", disse Blair em entrevista coletiva ao lado de Lula, após uma reunião na residência oficial de Downing Street.

    Por sua parte, Lula, que termina hoje uma visita de Estado ao Reino Unido, disse que a Justiça britânica averiguará o que for necessário investigar no caso da morte do eletricista brasileiro, que foi executado em 22 de julho na estação de metrô de Stockwell (sul de Londres) por agentes vestidos à paisana.

    O presidente afirmou que há muito interesse em trabalhar junto com o Reino Unido no caso. "Interesse que haja justiça", completou.

    Lula lembrou que se encontrará hoje com familiares do brasileiro antes de voltar ao Brasil. O encontro será a portas fechadas, no aeroporto Heatrow. O compromisso não estava previsto no programa oficial e foi incluído na agenda nos dias em que Lula esteve em Londres.

    A Comissão Independente de Queixas à Polícia (IPCC, sigla em inglês) investigou a morte do eletricista brasileiro e enviou seu relatório à Promotoria, que deverá decidir se serão apresentadas acusações contra os agentes envolvidos.

    Na manhã de 22 de julho de 2005, Jean Charles saiu de um vigiado prédio de dois andares no bairro de Tulse Hill, ao sul de Londres, pegou um ônibus até a estação de Stockwell, onde foi executado. O incidente ocorreu um dia depois de fracassados atentados contra a rede de transporte de Londres, nos quais não houve mortos ou feridos já que apenas os detonadores das bombas explodiram.

    OMC
    Os dois presidente pediram a celebração "rápida" de uma reunião de líderes mundiais para dar um "impulso decisivo" à rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

    "O primeiro-ministro e eu concordamos que, assim que for possível, seria bom celebrar um encontro de chefes de Estado e Governo para dar um empurrão decisivo à rodada de Doha, das negociações da OMC", declarou Lula. "Nós estamos preparados para participar em um encontro de líderes chaves e discutiremos com nossos colegas quando e onde isto será possível", explicou Blair.
     

  • Redação Terra