Especial: Os atentados de 7 de julho
Até agora, as declarações de testemunhas apontavam que um policial atirara cinco vezes em Menezes, após persegui-lo no metrô de Londres.
A investigação oficial sobre sua morte começou hoje e deve esclarecer os atos e determinar se o agente atuou corretamente ao matar o jovem, a quem aparentemente confundiu com um suspeito de terrorismo.
Pelo menos três agentes teriam seguido o brasileiro desde que saiu de uma casa no bairro de Tulse Hill (sul de Londres) até que pegou um ônibus para chegar à estação do metrô de Stockwell, também nessa parte da cidade.
Ao perceber que era seguido, Menezes pulou a roleta de entrada da estação e correu pela plataforma da estação, onde tentou entrar em um vagão. A polícia pediu para que ficasse parado. Um dos agentes o derrubou e quando o tinha dominado atirou oito vezes à queima-roupa.
Hoje soube-se que Menezes tinha o visto de permanência no Reino Unido vencido, o que poderia explicar sua tentativa de fugir dos agentes apesar das advertências.
A morte de Menezes suscitou uma grande polêmica no Reino Unido, entre os que defendem a tática da polícia de "atirar para matar" e os que acham que é desnecessária e traz muito risco para os cidadãos.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim se reunirá hoje em Londres com seu colega britânico Jack Straw para tratar da morte de seu compatriota. Além disso, Amorim participou de reunião na residência do embaixador brasileiro em Londres com familiares de Menezes que ameaçam tomar medidas legais contra a polícia britânica.