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Atentado em Londres
Sábado, 23 de julho de 2005, 15h51  Atualizada às 07h25
Polícia pede desculpas à família de brasileiro
 
BBC Brasil
Jean trabalhava como eletricista em Londres
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O chefe da Scotland Yard, Ian Blair, pediu neste domingo desculpas à família do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por engano pela polícia britânica no sul de Londres. Menezes, 27 anos, foi morto a tiros na sexta-feira passada após ser confundido com um terrorista suicida na estação de metrô de Stockwell.

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    "É uma tragédia. A polícia metropolitana aceita a completa responsabilidade pelo o que aconteceu. À família (do brasileiro morto) só posso expressar minhas profundas desculpas", disse Blair numa entrevista à rede de televisão Sky News.

    Jean Charles de Menezes foi identificado neste sábado pela polícia inglesa. A Polícia Metropolitana de Londres informou sobre a identidade da vítima em um breve comunicado e confirmou que o incidente não estava relacionado com os fracassados atentados de quinta-feira.

    O comunicado informa que Jean, 27 anos foi seguido por policiais ao deixar um prédio de apartamentos no sul de Londres, que estava sendo investigado em ligação com os atentados. O caso está sendo investigado por uma comissão da polícia de Londres e será levado também a uma comissão independente.

    Brasil pede explicações

    O governo brasileiro lamentou a morte do brasileiro e informou que irá solicitar esclarecimentos ao governo britânico. Nota do Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgada hoje diz que o governo brasileiro ficou "chocado e perplexo" ao tomar conhecimento de que um cidadão brasileiro foi morto por forças policiais, "aparentemente vítima de lamentável erro".

    O ministro Celso Amorim, que está viajando para Londres neste sábado para participar de reuniões sobre a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU), determinou à embaixada brasileira que solicite entrevista com o Secretário do Exterior britânico, Jack Straw.

    O eletricista Jean Charles de Menezes era da cidade de Gonzaga, em Minas Gerais, e morava em Londres há cerca de quatro anos. Ele foi morto por policiais britânicos porque aparentemente não obedeceu a uma ordem de parar dada pelos agentes na estação de Stockwell, perto da de Oval, onde na quinta-feira um suposto terrorista deixou uma mochila com uma bomba que não chegou a explodir.

    O primo do brasileiro Alex Alves Pereira solicitou que o corpo do parente seja liberado o mais rapidamente possível. Ele afirmou que não havia nada no passado de Jean que o levasse a fugir da polícia. "Ele foi vítima de um erro e deve ter se assustado com a aproximação dos policiais", disse.
     

  • Redação Terra