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A Comissão Independente de Queixas contra a Polícia Britânica (IPCC, na sigla em inglês) enviou hoje mensagens de aviso às pessoas que serão citadas de forma negativa em seu próximo relatório sobre o caso Jean Charles de Menezes, documento que deve ser apresentado em março. O brasileiro Jean Charles foi morto no dia 22 de julho de 2005 no metrô de Londres por policiais que o confundiram com um terrorista. Um porta-voz da IPCC anunciou que as cartas já foram enviadas, mas não comentou o rumor, que circulou na imprensa britânica, de que o comissário-chefe da Scotland Yard, Ian Blair, estava entre os destinatários. A família de Jean Charles acusou o principal responsável da Polícia Metropolitana de Londres de ter enganado o público ao afirmar, no mesmo dia do episódio, que o jovem tinha desafiado a autoridade e fugido dos agentes, que o perseguiram. Posteriormente, foi mostrado que o brasileiro, de 27 anos, tinha entrado no metrô como qualquer usuário e não teve qualquer atitude suspeita. Além disso, ele não usava roupas que levantassem a suspeita de que poderia estar escondendo bombas, como sugeriu o comissário. Após receberem as cartas de aviso, os criticados poderão responder ao que foi questionado pelo documento antes de o relatório chegar às mãos da Autoridade da Polícia Metropolitana e ser divulgado publicamente. Em 2006, a IPCC já apresentou um primeiro documento com suas conclusões para a Procuradoria do Estado, que decidiu absolver os agentes envolvidos no episódio e, por outro lado, atribui a responsabilidade para a instituição policial como um todo.
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