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Atentado em Londres
Segunda, 15 de janeiro de 2007, 11h32 
Promotor: britânicos planejaram ataques em Londres
 
Michael Holden
 
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Seis britânicos planejaram realizar atentados no sistema de transporte público de Londres em julho de 2005 usando bombas levadas em mochilas carregadas com pedaços de metal para aumentar o efeito destrutivo dos explosivos, disse um promotor no julgamento deles, na segunda-feira.

"Esse caso tem relação com um plano de muçulmanos extremistas, cujo objetivo era realizar uma série de atentados suicidas no sistema de transporte público de Londres", afirmou o promotor Nigel Sweeney, na corte.

Os seis réus são acusados de planejar a realização de ataques no dia 21 de julho em três composições do metrô e em um ônibus de Londres. A ação deles provocou pânico na cidade, que ainda se recuperava dos atentados ocorridos quinze dias antes e que mataram 52 passageiros e feriram outras 700 pessoas.

O julgamento, que acontece em uma corte de segurança máxima em Woolwich Crown, na região leste de Londres, é um dos casos de terrorismo mais importantes dos últimos anos na Grã-Bretanha.

Os violentos atentados ocorridos no dia 7 de julho foram os primeiros realizados por homens-bomba no oeste da Europa. Desde então, o governo britânico intensificou suas ações de segurança a fim de impedir a ação de outros muçulmanos extremistas que vivem no país e que são contrários à política externa da Grã-Bretanha.

Segundo Sweeney, o apartamento do réu Yassin Hassin Omar, no norte de Londres, era uma fábrica de bombas. O material explosivo usado era a triperóxido de triacetona (TATP) e ficava dentro de baldes em meio a parafusos, tachas, arruelas e porcas.

"A intenção deles era de aumentar o poder de fragmentação da bomba e provocar o máximo de vítimas possível, vítimas fatais ou não", afirmou o promotor.

O TATP é um explosivo fabricado a partir de produtos encontrados usualmente na casa das pessoas. Apelidado de "Mãe do Satanás", o material é altamente volátil e instável, podendo explodir prematuramente se submetido a fricção, impacto ou mudança de temperatura.

O suposto plano de 21 de julho, que, segundo a polícia, não funcionou porque os explosivos não puderam ser detonados, provocou uma das maiores caçadas humanas da história britânica.

Os principais suspeitos, todos de origem africana e com cerca de 20 anos de idade, foram detidos uma semana depois dos atentados malsucedidos.

Muktah Said Ibrahim, Manfo Kwaku Asiedu, Hussein Osman, Yassin Hassin Omar, Ramzi Mohammed e Adel Yahya respondem à acusação de conspiração para realizar assassinatos.
 

Reuters

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