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Atentado em Londres
Domingo, 14 de janeiro de 2007, 10h58  Atualizada às 11h13
BBC arquiva projeto de filme sobre Jean Charles
 
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A rede de TV britânica BBC decidiu arquivar por tempo indeterminado o projeto de um filme de ficção sobre o caso do brasileiro Jean Charles de Menezes, que ia ser uma das principais produções da temporada, informa hoje o jornal The Observer. Segundo a publicação, os produtores e a família do brasileiro, morto pela Polícia ao ser confundido com um terrorista, estão muito decepcionados com a suspensão do projeto do filme, que ia narrar com novos detalhes a morte do jovem, em 22 de julho de 2005.

Menezes, 27 anos, recebeu sete tiros na cabeça de agentes da Polícia Metropolitana de Londres na estação de metrô de Stockwell, um dia depois de uma fracassada tentativa de antentado.

Em declarações ao The Observer, a produtora do filme-documentário, Katy Jones, demonstrou seu decepção e surpresa com a inesperada decisão da BBC, que tinha lhe assegurado que o projeto era o "mais importante do ano".

"Estou furiosa e pedi à BBC que dê uma desculpa" à família Menezes, disse Jones, que destacou que os responsáveis pela pesquisa para o filme descobriram material novo relacionado ao caso. A diretora de ficção da BBC, Jane Tranter, disse ao jornal que o projeto foi arquivado porque havia muita informação sobre o fato na imprensa, de modo que um filme de ficção para a TV não acrescentaria muito aos telespectadores.

Segundo o The Observer, a emissora também pôs de lado outra produção sobre as vidas dos quatro jovens muçulmanos de nacionalidade britânica que executaram os atentados terroristas de 7 de julho de 2005, em Londres.

A família de Jean-Charles de Menezes perdeu na quinta-feira uma apelação contra a promotoria britânica, que decidiu não processar individualmente os policiais envolvidos na morte do brasileiro, a quem executaram em uma estação do metrô de Londres em 22 de julho de 2005.

Os policiais dispararam sete tiros na cabeça de Jean Charles, após confundi-lo com um terrorista. A tragédia ocorreu no dia seguinte a uma onda de atentados fracassados e duas semanas depois das quatro explosões provocadas por terroristas islâmicos suicidas no sistema de transporte público londrino, que deixaram 56 mortos e 700 feridos.
 

EFE

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