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Atentado em Londres
Terça, 9 de janeiro de 2007, 18h06  Atualizada às 22h19
Londres: inteligência negou ameaça na véspera de ataques
 
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A chefe do serviço de segurança interior britânico (MI5), Eliza Manningham-Buller, assegurou a um grupo de deputados trabalhistas que não havia ameaça terrorista iminente contra o país há apenas um dia dos ataques suicidas de 7 de julho de 2005, que causaram a morte de 52 inocentes e cerca de setecentos feridos.

Segundo informa hoje o vespertino londrino The Evening Standard, a diretora geral do MI5, deu garantias nesse sentido em reunião privada com dirigentes trabalhistas, menos de vinte e quatro horas antes que quatro terroristas produzissem uma carnificina.

Apesar da revelação de que os atentados surpreenderam os próprios serviços de segurança britânicos não é em si nenhuma surpresa, assinala o jornal, a aparente confiança demonstrada pela alta funcionária aumentará as pressões sobre o MI5 por sua incapacidade demonstrada para prevenir os ataques.

Os detalhes do que sabiam esses serviços de segurança sobre o cabeça dos terroristas, Mohammad Sidique Khan, e seu comparsa Shehzad Tanweer, não podem ser revelados por enquanto por motivos legais, mas se tornarão públicos nos próximos dois meses, informa o periódico.

Segundo o "Evening Standard", o que já se sabe é que os agentes do MI5 interceptaram conversas entre a dupla de terroristas, embora nenhum dos dois tenha sido identificado antes dos ataques porque a atenção estava fixada em outros que se considerava naquele momento como mais perigosos.

Grahame Russell, cujo filho Philip, de 29 anos, morreu em um dos atentados contra o metrô e um ônibus de Londres, reivindicou hoje uma investigação pública na qual testemunhas diretas do ocorrido participem, porque é a única forma de "obter respostas verídicas sobre o que ocorreu antes, durante e depois" daquela data.

O responsável pelo Interior da oposição conservadora, David Davis, solicitou uma investigação independente como a que aconteceu no Reino Unido após a Guerra das Malvinas contra a Argentina.

O Governo britânico sustenta que uma investigação como essa consumiria muito tempo e dinheiro e distrairia os esforços da Polícia e dos serviços de segurança.
 

EFE

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