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 Patricia da Silva Armani, Alex Pereira e Vivian Figueiredo, parentes do brasileiro morto em Londres, perdem batalha na justiça britânica. |
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O Tribunal Superior de Londres rejeitou hoje o pedido da família do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por policiais que o confundiram com um terrorista em julho de 2005, para que se revise a decisão da Promotoria de não processar nenhum agente. Os advogados da família alegaram, entre outros argumentos, que não processar nenhum policial representaria uma violação de seus direitos humanos.
O Serviço de Promotoria da Coroa decidiu em julho que nenhum policial envolvido na operação seria acusado. Em vez disso, a Polícia Metropolitana de Londres como um todo será processada em outubro. Os advogados da família argumentaram na Alta Corte que o fato de não processar a polícia por assassinato violava o artigo 2 da Convenção Européia de Direitos Humanos, que trata do direito à vida. "Achamos que os juízes chegaram à decisão errada", disse em nota a prima de Menezes, Patricia da Silva Armani. "Vamos continuar lutando por justiça até que alguém seja responsabilizado pelo assassinato de meu primo", afirmou. A família vai apelar da decisão na mais alta corte da Grã-Bretanha.
A Anistia Internacional condenou a decisão em comunicado oficial. "A organização acredita que a tribunal perdeu a oportunidade de deixar a Justiça tomar seus curso no caso e de confirmar o princípio de que ninguém está acima da lei", diz o texto.
Jean Charles, 27 anos, levou sete tiros na cabeça depois de ter sido confundido com um possível suicida na estação de metrô de Stockwell, seguindo-se aos ataques do ano passado ao sistema de transporte de Londres.
Com agências internacionais
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