Sites relacionados
11 de setembro
Terror na Espanha

 Notícias por e-mail

Fale conosco
Atentado em Londres
Quinta, 14 de dezembro de 2006, 12h15  Atualizada às 14h09
Família de Jean Charles perde batalha judicial
 
AFP
Patricia da Silva Armani, Alex Pereira e Vivian Figueiredo, parentes do brasileiro morto em Londres, perdem batalha na justiça britânica.
Patricia da Silva Armani, Alex Pereira e Vivian Figueiredo, parentes do brasileiro morto em Londres, perdem batalha na justiça britânica.
 Últimas de Atentado em Londres
» Família de Jean Charles diz que multa não é suficiente
» Britânico é acusado de envolvimento nos atentados de Londres
» Suspeito é acusado de possuir manual da Al-Qaeda
» Jean Charles: Brasil critica absolvição de policiais
O Tribunal Superior de Londres rejeitou hoje o pedido da família do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por policiais que o confundiram com um terrorista em julho de 2005, para que se revise a decisão da Promotoria de não processar nenhum agente.

Os advogados da família alegaram, entre outros argumentos, que não processar nenhum policial representaria uma violação de seus direitos humanos.

O Serviço de Promotoria da Coroa decidiu em julho que nenhum policial envolvido na operação seria acusado. Em vez disso, a Polícia Metropolitana de Londres como um todo será processada em outubro.

Os advogados da família argumentaram na Alta Corte que o fato de não processar a polícia por assassinato violava o artigo 2 da Convenção Européia de Direitos Humanos, que trata do direito à vida.

"Achamos que os juízes chegaram à decisão errada", disse em nota a prima de Menezes, Patricia da Silva Armani. "Vamos continuar lutando por justiça até que alguém seja responsabilizado pelo assassinato de meu primo", afirmou. A família vai apelar da decisão na mais alta corte da Grã-Bretanha.

A Anistia Internacional condenou a decisão em comunicado oficial. "A organização acredita que a tribunal perdeu a oportunidade de deixar a Justiça tomar seus curso no caso e de confirmar o princípio de que ninguém está acima da lei", diz o texto.

Jean Charles, 27 anos, levou sete tiros na cabeça depois de ter sido confundido com um possível suicida na estação de metrô de Stockwell, seguindo-se aos ataques do ano passado ao sistema de transporte de Londres.

Com agências internacionais
 

Redação Terra