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Os familiares de Jean Charles de Menezes terão que esperar ainda mais pela abertura do processo contra os policiais que mataram o brasileiro a tiros no metrô de Londres. Após dois dias de audiências, os três magistrados do Tribunal Supremo de Londres que examinavam o caso optaram nesta quarta-feira por "adiar" o veredicto sobre a petição apresentada pela família que exigia a revisão da decisão da Promotoria de não apresentar acusações criminais contra os envolvidos na morte do eletricista de 27 anos. Durante a audiência, realizada em uma pequena sala do tribunal londrino, os advogados da família tentaram convencer os juizes de que a decisão da Promotoria de não processar os policiais pelo homicídio de Jean Charles foi "errônea" e "irracional". "Estamos pedindo a revisão judicial porque acreditamos que os policiais devam ser responsabilizados", declarou a prima do jovem brasileiro, Patrícia da Silva Armani, que lidera a petição por uma revisão judicial. "Tem sido um processo longo, complicado, desgastante. Às vezes vislumbramos a esperança de obter justiça e depois nos afastam dela", acrescentou a jovem. A Promotoria britânica (Crown Prosecution Service) investigou as ações de 15 agentes envolvidos na morte de Jean Charles, no dia 22 de julho de 2005, e ficou decidido que as evidências eram "insuficientes" para que alguns desses policiais fossem processados. Limitou-se, então, a acusar a Polícia em seu conjunto, em virtude de uma lei de saúde e segurança no trabalho, alegando falta de "provas suficientes". Segundo Michael Mansfield, advogado dos parentes do brasileiro, existem, no entanto, provas suficientes. A sentença dos magistrados deve ser anunciada antes do final de dezembro.
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