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Atentado em Londres
Quinta, 7 de setembro de 2006, 15h40  Atualizada às 15h37
Apuração da morte de Jean Charles é adiada pela promotoria
 
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A apuração do caso do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto pela polícia britânica ao ser confundido com um terrorista no metrô de Londres, não será realizada até que seja concluído o processo paralelo contra a Polícia Metropolitana de Londres, anunciou a promotoria britânica nesta quinta-feira.

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Jean Charles, um eletricista de 27 anos, foi morto com sete balas na cabeça em uma estação de metrô no sul de Londres em julho de 2005. Sua morte ocorreu num momento de grande tensão na capital britânica, um dia depois da tentativa de realizar atentados parecidos com os que deixaram 52 mortos em 7 de julho.

A Polícia Metropolitana de Londres está sendo julgada como organização sob as leis de saúde e segurança por supostamente não cumprir com seu dever de proteger o público, mas os promotores disseram que não há provas suficientes para indiciar os policiais individualmente.

O promotor de Southwark, centro de Londres, John Sampson, admitiu um pedido do diretor da promotoria pública, Ken Macdonald, para adiar a apuração, o que gerou críticas por parte da família de Jean Charles. "Ter que esperar até 2008 para qualquer processo de investigação pública é francamente uma vergonha e a família continuará lutando para desafiar todas estas decisões e assegurar que se revele o quanto antes possível a verdade sobre o que aconteceu", afirmou um porta-voz dos De Menezes.

A organização de direitos humanos Anistia Internacional escreveu a Macdonald manifestando sua preocupação pelo adiamento, indicando que a família merece uma rápida investigação sob a lei dos direitos humanos.


 

AFP

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