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26 de maio de 2012 • 16h41 • atualizado às 17h17

Ataque na Síria faz mais de 90 vítimas, 32 delas crianças-ONU

 

As Nações Unidas disseram neste sábado que mais de 90 pessoas foram mortas no que ativistas descreveram como um ataque de artilharia de forças do governo, no pior episódio de violência registrado desde o início de um plano de paz para diminuir o banho de sangue no levante da Síria.

Os corpos sangrentos de crianças, algumas com os crânios abertos, foram exibidos em vídeos colocados no YouTube a fim de mostrar as vítimas do bombardeio na cidade de Houla, no centro do país, na sexta-feira.

A carnificina destaca o quão distante a Síria está de qualquer caminho de negociação na revolta de 14 meses contra o presidente Bashar al-Assad.

"Nesta manhã, observadores militares e civis da ONU foram para Houla e contaram 32 crianças com menos de 10 anos e mais de 60 adultos mortos", disse o chefe da equipe da ONU que monitora o cessar-fogo - que ainda precisa entrar em vigor.

Os observadores confirmaram o uso de artilharia de tanque, disse o major-general Robert Mood em um comunicado, sem entrar em detalhes.

"Quem começou, quem revidou e quem lançou esse ato de violência deplorável deve ser responsabilizado."

Em um outro comunicado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu que o governo da Síria cesse imediatamente o uso de armas pesadas em centros populacionais.

Ativistas disseram que as forças de Assad atacaram a cidade de Houla na noite de sexta-feira, depois que as forças de segurança mataram um manifestante e depois de brigas entre soldados e combatentes da insurgência sunita que combate os governantes da Síria, que pertencem à minoria alauíta.

Um grupo de oposição sediado na Grã-Bretanha, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, disse que os moradores de Houla fugiram, temendo mais bombardeios. Ele disse que uma pessoa morreu na cidade de Saraqeb, no norte, quando soldados dispararam contra uma manifestação que protestava contra as mortes.

A televisão estatal síria transmitiu algumas imagens disseminadas pelos ativistas depois das mortes em Houla, descrevendo os corpos como sendo vítimas de um massacre cometido por gangues terroristas.

Também mostrou um vídeo de corpos, que pareciam ter ferimentos de bala na cabeça, estendidos em colchões manchados de sangue.

(Por Joseph Logan)

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