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Astrônomos europeus confirmam sistema planetário com três super-Terras

30 jul 2015
19h56
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Astrônonomos europeus anunciaram hoje (30) a descoberta de um sistema planetário com três super-Terras em órbita de uma estrela anã brilhante, sendo que um deles parece ser um planeta de rochas vulcânicas derretidas.

O sistema está ao norte da Constelação Cassiopeia, tendo a forma de um M, a 21 anos-luz da Terra, adiantaram os investigadores da revista europeia Astronomy & Astrophysics.

O sistema parece constituído por um planeta gigante e três super-Terras, que orbitam em torno de uma estrela anã, apelidada de HD219134. As super-Terras foram assim designadas pelo fato de possuírem massa maior que a da Terra, mas, ainda assim, serem mais leves que os planetas gasosos Neptuno, Saturno e Júpiter.

O planeta com a órbita mais curta, HD219134b, faz a órbita em três dias, tendo já sido observado, do ponto de vista da Terra, em trânsito ao redor da sua estrela.

As medições a partir do solo, feitas com o telescópio espacial Spitzer, da agência espacial norte-americana Nasa, mostraram que sua massa é 4,5 vezes mais alta e 1,6 mais larga do que a altura e largura da massa da Terra.

"A sua densidade média é próxima da densidade da Terra, sugerindo uma composição semelhante. Está muito perto da estrela. A temperatura é de cerca de 700 graus Kelvin" (aproximadamente 427 graus Celsius), segundo comunicado de imprensa da Universidade de Genebra, onde trabalha a equipa de astrônomos responsáveis pela pesquisa. Portanto, não é uma zona habitável e não teria água necessária para a vida humana.

Contudo, o HD219134b é excitante para os estudiosos da área, por ser o planeta em trânsito mais próximo da Terra, proporcionando, desta forma, uma oportunidade rara para estudar mais aprofundadamente a sua composição e atmosfera contra o pano de fundo da sua estrela. "Esses sistemas são especialmente interessantes à medida em que permitem – através do estudo – a caracterização da atmosfera do planeta, a luz da estrela que atravessa a atmosfera," disse Udry, coautor do relatório da Universidade de Genebra.

Agência Brasil Agência Brasil

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