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Tufão Haiyan pode ter deixado 1.200 mortos nas Filipinas, afirma Cruz Vermelha

9 nov 2013
14h32
atualizado às 14h33

Mil e duzentas pessoas provavelmente morreram na passagem pelas Filipinas do tufão Haiyan, um dos mais fortes já registrados no planeta, anunciou neste sábado a Cruz Vermelha local em uma estimativa preliminar.

Este número "é uma estimativa. Outras (autoridades) devem fazer um balanço" preciso das mortes provocadas por este tufão, declarou à AFP a secretária-geral da Cruz Vermelha filipina, Gwendolyn Pang.

As autoridades indicaram que, além dos fortes ventos, ondas de três metros de altura arrasaram os povoados costeiros e destruíram muitas casas.

Palo e Tacloban, a capital da província de Leyte, na ilha de mesmo nome, aparecem como as cidades mais castigadas pelo tufão, que arrasou neste sábado o centro do arquipélago.

Um primeiro balanço informava sobre mais de 100 mortos em Tacloban, que conta com 220.000 habitantes.

O Haiyan se converteu no tufão mais forte do ano e em um dos mais intensos a jamais tocar terra. Ele chegará no domingo à costa do Vietnã, onde as autoridades começaram a evacuar 100.000 pessoas nas províncias de Danang e Quang Ngai (centro).

O ministro da Energia filipino, enviado especial do presidente Benigno Aquino, sobrevoou de helicóptero neste sábado as regiões mais atingidas pelo tufão.

"Palo, Ormoc, Burauen, Carigara. Em todos os lados se vê o mesmo. Casas sem telhado e árvores arrancadas", declarou Jericho Petilla em declarações à televisão.

"O maior número de vítimas encontra-se certamente em Palo", 10 km ao sul de Tacloban, acrescentou.

Um jornalista da rede de televisão local disse que havia contado 30 mortos em Palo, 20 deles empilhados em uma igreja.

Zonas inteiras de Tacloban foram arrasadas, comprovou um fotógrafo da AFP.

O exército começou a enviar na manhã deste sábado aviões C-130 carregados de suprimentos de socorro em direção a Tacoblan.

O vice-chefe da Autoridade de Aviação Civil das Filipinas, John Andrews, declarou que a grande onda que o Haiyan provocou foi uma das principais causas das mortes, já que o aeroporto e as zonas que o cercam encontram-se na costa.

"Temos informações de edifícios submersos, casas que desabaram, ondas pela tempestade e deslizamentos", disse à AFP a secretária-geral da Cruz Vermelha filipina.

O governo, o exército e a Cruz Vermelha informaram que uma de suas prioridades é tentar restabelecer a comunicação ou chegar até as localidades de Leyte e Samar.

Cerca de 15.000 soldados foram mobilizados nas zonas atingidas, informou à AFP o tenente-coronel Ramón Zagala, porta-voz militar.

Zagala indicou que helicópteros estavam transportando membros das equipes de resgate às áreas prioritárias e as unidades de infantaria mobilizadas nas zonas afetadas também estão se movendo a pé ou em caminhões militares.

Por outro lado, Pang indicou que ninguém conseguiu entrar em contato até o momento com Guiuan, uma cidade de pescadores de 40.000 habitantes na ilha de Samar que foi a primeira a ser atingida pelo Haiyan.

Pang também demonstrou sua preocupação pelos habitantes da província de Capiz, 200 km a oeste de Tacloban, onde a maioria das infraestruturas e muitas casas foram destruídas.

Na sexta-feira, as autoridades se mostraram confiantes ante a perspectiva de que fossem registradas poucas vítimas fatais, justificando este otimismo pelos dois dias de preparação dirigidos pelo presidente, Benigno Aquino.

Cerca de 800.000 pessoas nas zonas mais vulneráveis foram evacuadas e milhares de barcos de todo o arquipélago receberam a ordem de permanecer nos portos. Centenas de voos foram cancelados.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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