0

Tufão Haiyan deixa mais de 100 mortos nas Filipinas

9 nov 2013
11h21
atualizado às 11h22

Centenas de pessoas morreram provavelmente na cidade de Palo e em seus arredores neste sábado na passagem do tufão Haiyan, que atingiu o centro das Filipinas, indicou um ministro do governo filipino que viajou ao local.

"Acredito que centenas" de pessoas morreram, declarou o ministro da Energia, Jericho Petilla, quando foi perguntado sobre o número de mortos nesta cidade costeira.

Palo e Tacloban, a capital da província de Leyte, na ilha de mesmo nome, aparecem como as cidades mais castigadas pelo super tufão Haiyan, que arrasou neste sábado o centro do arquipélago.

O Haiyan se converteu no tufão mais forte do ano e em um dos mais intensos a jamais tocar terra, atingindo uma zona povoada por mais de quatro milhões de pessoas.

O Haiyan chegará no domingo à costa do Vietnã, onde as autoridades começaram a evacuar 100.000 pessoas nas províncias de Danang e Quang Ngai (centro).

Um primeiro balanço informava sobre mais de 100 mortos em Tacloban, a capital de Letyte, de 220.000 habitantes.

O ministro da Energia, proveniente da região, enviado especial do presidente Benigno Aquino, sobrevoou a região de helicóptero.

"Palo, Ormoc, Burauen, Carigara. Em todos os lados se vê o mesmo. Casas sem telhado e árvores arrancadas", declarou Jericho Petilla em declarações à televisão.

"O maior número de vítimas encontra-se certamente em Palo", 10 km ao sul de Tacloban, acrescentou.

Um jornalista da rede de televisão local disse que havia contado 30 mortos em Palo, 20 deles empilhados em uma igreja.

Zonas inteiras de Tacloban foram arrasadas, comprovou um fotógrafo da AFP.

O exército começou a enviar na manhã deste sábado aviões C-130 carregados de suprimentos de socorro em direção a Tacoblan.

Andrews declarou que a grande onda que o Haiyan provocou foi uma das principais causas das mortes, já que o aeroporto e as zonas que o cercam encontram-se na costa.

"Temos informações de edifícios submersos, casas que desabaram, ondas pela tempestade e deslizamentos", disse à AFP a responsável pela Cruz Vermelha nas filipinas, Gwendolyn Pang.

"Mas realmente não sabemos, não podemos dizer qual é o dano (...) Vamos esperar que hoje possamos ter uma ideia melhor dos efeitos do super tufão", explicou.

O governo, o exército e a Cruz Vermelha informaram que uma de suas prioridades é tentar restabelecer a comunicação ou chegar até as localidades de Leyte e Samar.

Cerca de 15.000 soldados foram mobilizados nas zonas atingidas, informou à AFP o tenente-coronel Ramón Zagala, porta-voz militar.

Zagala indicou que helicópteros estavam transportando membros das equipes de resgate às áreas prioritárias e as unidades de infantaria mobilizadas nas zonas afetadas também estão se movendo a pé ou em caminhões militares.

Por outro lado, Pang indicou que ninguém conseguiu entrar em contato até o momento com Guiuan, uma cidade de pescadores de 40.000 habitantes na ilha de Samar que foi a primeira a ser atingida pelo Haiyan.

Pang também demonstrou sua preocupação pelos habitantes da província de Capiz, 200 km a oeste de Tacloban, onde a maioria das infraestruturas e muitas casas foram destruídas.

Na sexta-feira, as autoridades se mostraram confiantes ante a perspectiva de que fossem registradas poucas vítimas fatais, justificando este otimismo pelos dois dias de preparação dirigidos pelo presidente, Benigno Aquino.

Cerca de 800.000 pessoas nas zonas mais vulneráveis foram evacuadas e milhares de barcos de todo o arquipélago receberam a ordem de permanecer nos portos. Centenas de voos foram cancelados.

"Estamos muito preocupados com a situação ali", disse aos jornalistas Rene Almendras, secretário do gabinete de Aquino, ao ser perguntado sobre a situação em Tacloban.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
publicidade